quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Com a Folha de SP:PAGAMENTO DE PROPINA FOI FEITO COMO DOAÇÕES OFICIAIS AO PT, DIZ EXECUTIVO

O executivo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, afirmou em acordo de delação premiada na Operação Lava Jato que parte da propina paga para o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras Renato Duque eram "doações oficiais ao Partido dos Trabalhadores". Outras formas foram "parcelas em dinheiro" e "remessas em contas indicadas no exterior".
Ele estimou em "aproximadamente R$ 4 milhões" o total pago em doações ao PT entre os anos de 2008 e 2011 por orientação pessoal de Duque.
Mendonça Neto afirmou que as empresas responsáveis pelas doações foram a Setec Tecnologia, a PEM Engenharia e a SOG Óleo e Gás.
Folha localizou na prestação de contas enviada pelo Diretório Nacional do PT à Justiça Eleitoral em 2010 um valor total de R$ 2,1 milhões em nome das três empresas. A PEM doou R$ 500 mil, a Setec, o mesmo valor, e a SOG, 1,04 milhão entre abril e junho de 2010, às vésperas da campanha eleitoral. Uma outra parcela de R$ 60 mil foi paga pela SOG em 12 de julho, já durante a campanha.
Procurado pela Folha, o Planalto diz que "doações de campanha são da alçada do Partido dos Trabalhadores''.
Em nota, a secretaria de Finanças do PT diz que só recebe doações de acordo com a legislação eleitoral vigente: "No caso específico, o próprio depoente reconhece em seu depoimento que foi orientado pela secretaria de Finanças do PT a efetuar as doações na conta bancária do partido".
O partido afirma que os recibos foram declarados na prestação de contas apresentada ao TSE e que o processo ocorreu dentro da legalidade.
Ministros, dirigentes petistas e congressistas do partido veem a delação de Mendonça Neto como parte de um ''roteiro'' dos investigadores da Lava Jato para envolver Dilma e Lula no escândalo da Petrobras. ''Eles têm procurado fazer isso desde a campanha'', diz um auxiliar próximo à presidente.
Para eles, será difícil que o juiz Sergio Moro consiga ''criminalizar'' a ''propina legal''. ''Como você diz que uma coisa que aconteceu dentro da lei, sob o olhar do Judiciário, foi ilegal?'', diz um ministro.
Eles reconhecem que politicamente é mais um desgaste para a presidente e se preparam para uso do fato pela oposição, retomando, inclusive, o tema do impeachment.
Um alvo da Lava Jato disse à Folha o seguinte: "Para atingir o PT, tem que criminalizar as doações legais. Mas não só as do PT, mas de todos os demais partidos. 'Tem que mudar a lei. Doação para o PT é corrupção e para o PSDB é de fundo de caridade?'', ironizou.
Todos são unânimes em dizer que a tendência é que nas próximas eleições as doações de empresas sejam proibidas.
OUTRO DEPOIMENTO
Júlio Camargo, outro executivo da Toyo Setal que fechou acordo de delação premiada, afirmou em depoimento que as doações que fez legalmente a 11 partidos políticos não fazem parte do esquema de propina.
Em outro depoimento, Mendonça Neto contou ter mantido em 2008 uma reunião com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, na sede do diretório estadual do PT em São Paulo, quando disse que "gostaria de fazer contribuições" ao PT. No encontro, disse o executivo, ele não contou ao tesoureiro que "as doações seriam feitas a pedido de Renato Duque". Vaccari então lhe orientou "como fazer" as doações.
Mendonça disse ainda que Duque recebeu da Toyo Setal, contratada pela petroleira para obras no Paraná e em São Paulo, 1,3% em "comissões" sobre o valor total de cada contrato fechado. O ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, recebeu 0,6% sobre os contratos, segundo o delator.
Os acertos foram promovidos, ainda de acordo com o depoimento, por um "clube" de empreiteiras.
Os depoimentos de Mendonça Neto e de outro executivo da Toyo Setal, Júlio Camargo, tomadas no âmbito do acordo de delação premiada fechado com a força-tarefa da Lava Jato (Polícia Federal e Ministério Público Federal), foram inseridos nos autos na manhã desta quarta-feira (3) por decisão do juiz federal Sergio Moro.
Ele acolheu um pedido de vários advogados dos empreiteiros que pediam para ter acesso a todos os indícios coletados na Lava Jato a respeito de seus clientes para que tivessem o direito à ampla defesa. O Ministério Público, ouvido pelo juiz, também concordou com a liberação. Trata-se da primeira divulgação integral de uma delação premiada feita pela Lava Jato.
O papel de Renato Duque no suposto esquema, conforme Mendonça Neto, era convidar, para as disputas de contrato lançadas pela Petrobras, apenas empresas indicadas pelo "clube" de empreiteiras, que foi formado no final dos anos 1990 e ganhou força a partir de 2004. Duque foi preso no último dia 14 e conseguiu ontem à noite um habeas corpus no STF (Supremo Tribunal Federal), expedido pelo ministro Teori Zavascki.
O objetivo do "clube", segundo depoimento de Mendonça Neto, era "unificar as informações e preparar uma tabela cronológica, com valores para que as empresas pudessem a partir daí escolher" que obras e contratos tinham maior interesse na Petrobras. Uma vez definida a lista de prioridades, ela era entregue "pessoalmente" a Renato Duque, no caso da diretoria de Engenharia, "mencionando quais as empreas que deveriam ser convidadas pela Petrobras para o certame específico".
O número de empreiteiras beneficiadas com o "clube", segundo Mendonça Neto, é ainda maior do que o já noticiado, chegando a 20. Além de 14 membros fixos, outras seis empresas conseguiram, sempre segundo o delator, obter contratos a partir de ajuda do "clube".
Segundo Mendonça Neto, são os casos da Alusa, Fidens, Jaraguá, Tomé, Construcap e Carioca Engenharia. Os membros fixos foram, conforme o empreiteiro, num primeiro momento Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior e a Setal-SOG, representada pelo próprio Mendonça Neto. Numa segunda etapa, a partir de final de 2006, agregaram-se ao "clube" a OAS, Skanska, Queiroz Galvão, Iesa, Engevix, GDK e Galvão Engenharia.
Mendonça Neto contou que foi elaborada uma série de regras para o "clube", como se fosse "um campeonato de futebol". Indagado sobre uma cópia dessas regras, porém, o empreiteiro disse que a prova foi desfeita pelo "clube" após o impacto da operação da Polícia Federal.
"Sua cópia foi destruída quando se iniciou a Operação Lava Jato", disse o empreiteiro. Segundo ele, o coordenador do grupo de empreiteiras era Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC Engenharia.
Ao prestarem depoimento na Polícia Federal após a operação deflagrada no último dia 14, os empreiteiros de diversas das empresas mencionadas por Mendonça Neto negaram a formação do "clube" e disseram desconhecer pagamentos de propinas. A Galvão Engenharia e a Mendes Júnior, porém, informaram ter feito pagamentos "sob pressão", com medo de perderem ou não ganharem mais contratos na Petrobras.
DELAÇÕES
Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal —empresa que tem contratos de cerca de R$ 4 bilhões com a Petrobras—, foi o primeiro dos executivos das grandes empresas a assinar um acordo de delação, no final de outubro. Ele foi seguido por Augusto de Mendonça Neto, da mesma companhia.
Os dois afirmaram terem entregue R$ 30 milhões em propina para a diretoria de serviços da Petrobras, comandada por Renato Duque entre 2003 e 2012. As autoridades apontam Duque como o principal operador do PT no esquema.
O nome de Camargo havia sido citado por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, em um documento apreendido pela Polícia Federal na casa dele. No papel, Costa enumera o nome de executivos de fornecedores da Petrobras e a disposição de cada um para contribuir para uma campanha política.
Após o nome de Camargo, o ex-diretor anotou: "Começa [a] ajudar a partir de março".
Camargo também disse que o lobista Fernando Soares, apontado como operador do PMDB na Petrobras, recebeu uma comissão de US$ 40 milhões para intermediar dois contratos junto ao ex-diretor da área internacional da estatal Nestor Cerveró.
Segundo o executivo, o lobista, conhecido como Fernando Baiano, mantinha um "compromisso de confiança" com Cerveró. 

BANDIDO FOGE PELA QUINTA VEZ DA CADEIA DE ARACOIABA

Pela quinta vez consecutiva, o indivíduo Inácio Pereira Lima Martins, 19 anos de idade, empreendeu fuga da cadeia pública municipal de Aracoiaba, município encravado na região do maciço de Baturité.
Inácio, como é mais conhecido, foi recapturado quando se encontrava perambulando na feira de Baturité, sábado passado, dia 29 de outubro, pela equipe do sargento Ribamar, da 2ª Companhia, do 4º Batalhão Policial Militar ( Baturité )e, imediatamente, foi conduzido àquela unidade prisional.
O fugitivo foi colocado em uma cela, vizinha a outra da qual um assaltante ( identidade não revelada ) havia conseguido fugir serrando as suas grades, momentos antes de Inácio ser recapturado.
Menos de 48 horas depois de ser enjaulado, Inácio abriu um buraco na parede que dá da cela que ocupava para a outra da qual o asaltante havia fugido e, pelas mesmas grades arrombadas, empreendeu fuga, sem que fosse percebida sua ação, que se repete pela quinta vez.
Inácio foi preso e autuado em flagrante por infração ao artigo 155 ( furto ) do código penal brasileiro e, quando menor de idade, fora apreendido várias vezes pela prática de pequenos furtos e descuidos em geral. Não deixa de ser motivo de preocupação para a sociedade Aracoiabense, principalmente porque mostra a fragilidade de sua unidade prisional. 

domingo, 16 de novembro de 2014

Inédito:DEPUTADO FEDERAL ELEITO VOLTA PARA AGRADECER VOTOS RECEBIDOS

O médico e deputado federal, eleito,pelo PT, Odorico Monteiro, ex-secretário de saúde de Icapuí, Quixadá, Sobral e Fortaleza, e membro da equipe responsável pela criação do programa "Mais Médicos", no atual governo petista, liderado pela presidente, reeleita, Dilma Roussef, além de ter lutado pelo advento da Universidade Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira-UNILAB, na cidade de Redenção, participou, ontem, dia 16, de almoço, em Aracoiaba, onde retornou para agradecer os votos recebidos, nas eleições gerais do último dia 06 de outubro passado.
Vale salientar que referido almoço foi realizado por sugestão do Dr. Odorico Monteiro,quando teve a confirmação da conquista de uma cadeira de deputado federal, através de um telefonema dado ao líder político aracoiabense, Ary Ribeiro, que o apoiou, juntamente com o  seu grupo político.
Responsável pelas honras da casa e pela apresentação do deputado federal eleito, Dr. Ary destacou suas qualidades como colega médico e disse esperar que ele reafirme e reitere todos os compromissos firmados, quando de suas conversas preliminares, cujo teor era, sobejamente conhecido por todos os seus liderados políticos, que abraçaram sua vitoriosa campanha.
Citando um por um, e destacando a importância do trabalho realizado, por cada membro do seu grupo político, em prol da eleição do Dr. Odorico Monteiro, Ary Ribeiro, disse, ainda não ter digerido decisão da justiça eleitoral, que não lhe deu posse como prefeito eleito de Aracoiaba, mas garantindo que seu grupo terá, sim, candidato ao palácio Waldemar Alcântara, sede do poder executivo de Aracoiaba, e cujo nome não seja, nescessáriamente o seu, mas o que melhor reunir as condições ideiais para incorporar uma candidatura vencedora, de acordo com pesquisa a ser realizada.
Passando a palavra para o deputado federal eleito, Dr. Odorico Monteiro, este não se fez de rogado, e aproveitou o ensejo reiterar e reafirmar todos os compromissos firmados em conversas preliminares com o Dr. Ary e seu grupo e lançar o nome de Ary como futuro prefeito de Aracoiaba, com o seu total apoio, inclusive com sua presença física, no palanque eleitoral, ao que recebeu aplausos de uma platéia em delírio.
Odorico Monteiro agradeceu os pouco mais de 1.500 votos recebidos do eleitorado aracoiabense, o que considerou uma votação expressiva, destacando haver sido votado em 182 dos 184 municípios do estado do Ceará.
Ainda se comprometeu a trabalhar, lado a lado, com o governador eleito, Camilo Santana, também do PT, pelo desenvolvimento, não só de Aracoiaba, mas de toda a região do maciço de Baturité, onde recebeu mais de 7.000 votos, tudo visando a melhoria da qualidade de vida do povo desta região.
Em seguida foi servido o almoço a todos os presentes.

Da esquerda para a direita: Dr. Ary Ribeiro;Deputado federal eleito, Odorico Monteiro;vereadora Selma ( Furnas ) e a vice-prefeita do Dr. Ary, Rita Nobre ( Ritinha do Ideal)posando para nossas câmeras.  

terça-feira, 4 de novembro de 2014

AS DEZ MAIORES CHUVAS REGISTRADAS NESTA TERÇA FEIRA NO CEARÁ

A cidade de Aracoiaba, localizada na região do maciço de baturité, foi banhada, na madrugada e manhã desta terça feira, dia 04, por uma chuva bem razoável e que foi recebida cm alegria pela população, que já não suportava mais o forte calor.
No distrito de Furnas os pluviômetros registraram quatro milímetros de chuva. Choveu  também na vizinha cidade de Baturité. De acordo com boletim da fundação cearense de meteorologia e recursos hídricos-FUNCEME-as dez maiores preciptações pluviométricas foram registradas em Forin, 28mm;Parambú, 13.5mm;Aratuba, 10mm;Crateús,10mm e Icapuí, 10mm;Aracatí,7.8mm e A|rneiroz,7.8mm;Lavras da Mangabeira, 6.0mm;Tauá, 4.6mm e Aracoiaba 4.0mm.

PETROBRAS TEM AVAL DE MANTEGA PARA REAJUSTAR PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

A Petrobras recebeu, nesta terça-feira (4), o aval do ministro da Fazenda Guido Mantega, presidente do conselho de administração da empresa, para reajustar os combustíveis, informou uma pessoa próxima aos administradores da companhia.
Em reunião com os conselheiros, ao longo do dia, Mantega pediu à empresa, no entanto, que o valor não fosse divulgado hoje. A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, fez uma apresentação ao grupo, em reunião hoje em Brasília, em que mostrava projeções com o percentual de 8% de reajuste.
Este percentual dificilmente será empregado, diz esta pessoa, e o esperado é que o reajuste seja de 5%. O número não foi fechado na reunião. A decisão final ficará na mão da diretoria.
Quando concedido, será o primeiro reajuste desde 29 de novembro de 2013.
AUMENTO NEGOCIADO
Pelo estatuto da Petrobras, a decisão pelo reajuste dos combustíveis é da diretoria executiva da empresa, liderada pela presidente Maria das Graças Foster.
Na prática, porém, o aumento é negociado junto ao governo, uma vez que a concessão do aumenta traz impactos inflacionários e depois a proposta é apresentada aos conselheiros.
A União controla a Petrobras e, nessa condição, nomeia sete dos dez conselheiros.
Como depende do aval do governo, a Petrobras não reajusta imediatamente os combustíveis conforme as oscilações do mercado internacional.
Nos últimos quatro anos, as perdas para a Petrobras com a política de não reajuste imediato dos combustíveis é calculada em R$ 60 bilhões, segundo a corretora Gradual.
PREÇOS
Neste ano, os combustíveis permaneceram a maior parte do tempo com preço abaixo da cotação internacional, chegando, em alguns casos, a uma defasagem de 20%.
Com a queda no preço mundial do petróleo, da faixa de US$ 100 para US$ 85 o barril, no último mês, a perda diária da Petrobras praticamente deixou de existir.
Até a semana passada, último dado disponível, a gasolina estava 1% mais cara no Brasil do que no exterior. Já o diesel, tinha defasagem de 4,5%.
Apesar da menor defasagem, analistas dizem que o reajuste é necessário para recompor parcialmente as perdas de caixa dos últimos anos.
A defasagem foi um dos fatores que contribuíram para a dívida líquida da empresa crescer 237% nos últimos cinco anos, de R$ 71,5 bilhões para R$ 241,3 bilhões.
TRANSPETRO
A dispensa do presidente da Transpetro, Sérgio Machado, conforme exigência da firma de auditoria PwC (PricewaterhouseCoopers) como condição para avaliar o balanço da Petrobras do terceiro trimestre, não entrou nas discussões da reunião desta terça-feira. A Transpetro é a subsidiária de logística da Petrobras.
O assunto dominou toda a reunião dos conselheiros realizada na sexta-feira (31). Conselheiros divergiram fortemente quanto à forma como ele deveria ser dispensado. Metade dos conselheiros, todos ligados ao governo, temia o impacto político de uma demissão sumária.
Optou-se, então, por uma licença, o que precisaria ser negociado politicamente em Brasília. Machado é indicado do senador Renan Calheiros (PMDB).
A PwC fez tal exigência à Petrobras no dia 16 de outubro. A empresa manifestou, em carta entregue à estatal, preocupação com a extensão das denúncias de corrupção feitas pelo ex-diretor Paulo Roberto na empresa e citou Machado como alvo de preocupação.
Em depoimento à Justiça, Costa afirmou ter recebido R$ 500 mil de Machado em propina por participar em processo de aluguel de navios, entre 2009 e 2010.
INVESTIGAÇÕES
A PwC pediu o aprofundamento das investigações e ameaçou a Petrobras de não auditar seu balanço do terceiro trimestre, caso as providências não fossem tomadas. Disse, ainda, que levaria a omissão da companhia, caso ocorresse, à SEC (Securities Exchange Commission, órgão regulador do mercado de capitais americano).
A Petrobras está sujeita a tal regulação porque negocia ações na Bolsa de Nova York (NYSE). Depois das exigências da PwC, a empresa acabou contratando dois escritórios de advocacia especializados em corrupção nos Estados Unidos para ajudar nas investigações.
A PwC pressionou a Petrobras em cumprimento à Securities Exchange Act, lei americana que regula o mercado de capitais nos EUA. No capítulo 10, a lei diz que a auditoria deve informar aos órgãos americanos sobre suspeita de corrupção em empresas auditadas e em que medida os gestores estão envolvidos.
Machado acabou anunciando ontem que tiraria licença de 31 dias, dizendo-se alvo de imputações caluniosas feitas por Costa. "Nada devo nem temo em relação a minha trajetória". A coluna "Painel", publicada pela Folha,informou na edição desta terça-feira (4) que a saída de Machado é tratada como definitiva pelo Planalto.
No dia 14 de novembro, os conselheiros da Petrobras se reúnem novamente para avaliar as demonstrações financeiras da empresa no terceiro trimestre, que devem ser divulgadas no mesmo dia. 

domingo, 2 de novembro de 2014

O processo de modernização da câmara municipal de Baturité, tocado pelo atual presidente da sua mesa diretora, vereador Renaldo Braga ( PSDB),  corre o risco de ser interrompido, caso venha a vingar o projeto oposicionista de comandar o poder legislativo mirin daquela importante cidade da região do maciço de Baturité.
O lançamento de uma chapa de oposição, formada pelos vereadores Irmã Edleuza, Herberle Mota, Nilton Guedes e Marcelo Cardoso, com o apoio dos edis Luciano Furtado, Valdim e Gildo Barros, pode estancar o referido processo, que dotou a casa legislativa de uma sala para os vereadores se reunirem, informatização de todos os setores, sala de som e trasmissão, ao vivo, das reuniões, e outros benefícios implantados para facilitar as atividades parlamentares de cada vereador com assento naquela casa, e do próprio povo que acorre à câmara municipal de Baturité.
Desmotivado, o  presidente vereador Renaldo Braga diz não ter interesse em se candidatar a um novo mandato à frente da mesa diretora da câmara, mas lamenta que esse processo de modernidade possa ser interrompido, já que é desejo seu e de seus pares de mesa, continuar buscando a perfeição, até dotar aquela casa legislativa de todas as condições inerentes as atividades parlamentares, para que os vereadores possam atender a população com a maior dignidade possível. Democrata por excelência, o vereador Renaldo Braga não questiona a legitimidade do pleito dos vereadores de oposição à administração João Bosco Pinto Saraiva, até porque estão buscando o comando da casa, através do voto de cada vereador, isto é, pelos meios legais e legítimos, já que estamos vivendo numa democracia, onde quem  vota pode ser votado. O site AraNews não conversou com o prefeito João Bosco Pinto Saraiva para saber qual será sua posição em relação a sucessão na câmara municipal de Baturité.
O vereador Renaldo Braga diz que não tem interesse em disputar um segundo mandato presidencial, na câmara municipal, mas gostaria de continuar processo de modernização do poder legislativo. 

sábado, 1 de novembro de 2014

POLICIA TRABALHA PARA IDENTIFICAR AUTORES DO ASSALTO CONTRA CORREIOS

Policiais militares do destacamento de Aracoiaba, sob o comando do sub-tenente José Flávio Francelino da Costa, passaram parte do dia deste sábado, primeiro de novembro, vendo filmagens do circuito interno da agência dos correios daquela cidade, assaltada na manhã da última sexta feira.
De acordo com o relato de testemunhas e vítimas da ação criminosa, o assalto contra os correios foi praticado por três indivíduos, ainda não identificados, que estavam armados de revólveres, calibre 38, renderam o caixa da referida agência, assim como populares, e levaram cerca de R$ 400,00, mais um telefone celular de uma das vítimas.
Segundo policiais envolvidos nas investigações, tudo leva a crer que os autores do assalto são mesmo da periferia de Aracoiaba e o terceiro indivíduo, de quem os bandidos tomaram o celular, pode ser membro da quadrilha. Estamos, ainda, no campo das hipóteses e no início das investigações, não podemos assegurar nada, mas vamos chegar a eles, afirmou um dos policiais encarregados das investigações.  

2.500 PESSOAS PROTESTAM CONTRA REELEIÇÃO E GOVERNO DE DILMA

Seis dias após a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), cerca de 2.500 pessoas foram às ruas de São Paulo neste sábado (1º) para protestar contra o resultado das urnas e o governo da petista.
O ato convocado por meio das redes sociais começou na avenida Paulista, em frente ao MASP (Museu de Arte de São Paulo), por volta das 14h.
"Boa tarde, reaças", cumprimentou ao microfone o empresário Paulo Martins, que foi candidato a deputado federal pelo PSC neste ano no Paraná. "É inegável que o PT constrói uma ditadura no país", acrescentou, sob fortes aplausos do grupo, que depois seguiu em caminhada.
Por volta das 16h30, os manifestantes tomaram a avenida Brigadeiro Luís Antônio, pela qual caminharam em direção ao parque Ibirapuera.
Com uma bandeira do Brasil sobre os ombros, o cantor Lobão defendeu a recontagem dos votos das eleições presidenciais e negou que o movimento tenha como propósito dar um novo golpe militar no país. "Não tem ninguém aqui golpista", disse ao microfone.
A caminhada foi marcada também por provocações entre simpatizantes da esquerda e da direita. Na avenida Paulista, alguns moradores de prédios da região estenderam nas janelas camisetas vermelhas e bandeira da campanha à reeleição da presidente.
"Vai para Cuba", gritaram os manifestantes em resposta. Eles fecharam uma das faixas da avenida, onde vendedores ambulantes ofereciam camisetas dizendo "impeachment já".
Além de pedirem o impeachment da petista, parte dos manifestantes defende um novo golpe militar no país.
"É necessária a volta do militarismo. O que vocês chamam de democracia é esse governo que está aí?", criticou o investigador de polícia Sérgio Salgi, 46, que carregava cartaz com o pedido "SOS Forças Armadas".
Os manifestantes diziam que o resultado das eleições deste ano de ser a "maior fraude da história" e o PT de ser "o câncer do Brasil". "Pé na bunda dela [presidente], o Brasil não é a Venezuela", gritaram.
Sob aplausos, o deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), foi apresentado ao microfone como "alguém de uma família que vem lutando muito pelo Brasil".
Em discurso, o parlamentar disse que, se seu pai fosse candidato a presidente, ele teria "fuzilado" a presidente. Segundo ele, Jair Bolsonaro será candidato em 2018 "mesmo que tenha de mudar de partido".
"Eu voto no Marcola, mas não voto na Dilma, porque pelo menos o Marcola tem palavra", disse, em referência a Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, um dos chefes da facção criminosa PCC.
A manifestação foi acompanhada pela Polícia Militar e pela chamada "Tropa do Braço", escalada para eventos de rua.
No microfone, o perito Ricardo Molina também acusou ter havido fraude no resultado das eleições presidenciais deste ano. "As urnas foram fraudadas, qualquer um que não seja analfabeto sabe disso", criticou.
Ao final da caminhada, por volta de 17h30, já próximo ao Monumento às Bandeiras, houve uma ameaça de racha entre favoráveis e contrários à intervenção militar.
Alguns manifestantes que participaram da concentração na avenida Paulista subiram em um segundo carro de som, que aguardava próximo ao parque Ibirapuera, e iniciaram uma discussão com o primeiro veículo, que participou de toda a caminhada.
"Vocês estão querendo desviar, isso é sacanagem, aqui não tem político", disse um manifestante no segundo carro.
"Ninguém é a favor de golpe", respondeu Lobão, no primeiro carro.
Ao fim, após uma rápida discussão, chegaram a um acordo e seguiram juntos com o movimento. "Todos aqui se respeitam, nós só queremos o bem do Brasil. Não podemos aceitar discórdia", pediu Paulo Martins.
O vice-presidente nacional do PSDB e ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, disse neste sábado (1º) que nem a sigla nem a direção da campanha do senador Aécio Neves (MG) incentivam, organizam ou dão suporte às manifestações contra a presidente Dilma.
Para Goldman, um dos críticos mais duros do PT no partido, seria uma "irresponsabilidade" compactuar com esse tipo de ato. Ele afirma que o país está com os ânimos inflamados. "Até por conta do tipo de campanha, muito suja, muito pesada, que o PT fez primeiro contra a Marina Silva (PSB) e depois contra o Aécio. Mas nem isso justifica um pedido de impeachment da presidente", avaliou.
Ele ressaltou ainda que, apesar de o partido ter pedido uma auditoria especial no TSE sobre a apuração dos votos, não há indício de fraude eleitoral. "Apenas uma constatação de que o acompanhamento de todo esse processo é deficiente e pode ser melhorado", afirmou.
André Monteiro/Folhapress
Protesto contra crise da água reúne manifestantes em Pinheiros
Protesto contra crise da água reúne manifestantes em Pinheiros
CONTRA ALCKMIN
Também neste sábado, cerca de 300 manifestantes realizaram protesto no largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, contra a crise de água no Estado.
O ato "Alckmin, cadê a água?" começou por volta das 15h com cerca de 200 pessoas que se concentraram ao lado da entrada da estação Faria Lima, da linha 4-amarela do metrô.
Os manifestantes começaram a marcha ocupando a avenida Brigadeiro Faria Lima no sentido Pinheiros.
O ato reuniu jovens e integrantes de movimentos de esquerda como o Juntos, do PSOL, militantes do PSTU, do Território Livre, do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) e da Anel (Assembleia Nacional de Estudantes-Livre), entre outros.
Eles criticavam a postura do governo estadual em relação à gestão da crise da água. "Alckmin privatizou a Sabesp e acabou com a nossa água. Viemos aqui na Sabesp dar um recado: se a água acabar, SP vai parar. Vamos devolver o volume morto pra eles e pressionar a Dilma [Pena, presidente da Sabesp] tucana a entregar nossa água", disse Thiago Aguiar, do Juntos, movimento estudantil ligado ao PSOL.
Os manifestantes carregavam cartazes e bandeiras. Uma das faixas dizia: "Alckmin molhou a mão do banqueiro e secou a Cantareira". Em outras, defendiam a estatização da Sabesp. Também cantaram versos de protesto, como "a Sabesp só dá lucro pro patrão e falta água na casa do peão".
"Esse ato é da juventude e dos trabalhadores unidos que não se conformam com a falsa polarização de PT e PSDB. As mentiras de Alckmin são tão sórdidas quanto as de Dilma", disse um manifestante que não quis se identificar.
PELO PAÍS
Também houve protestos contra a presidente Dilma neste sábado em Curitba e em Manaus.
Na capital paranaense, segundo a PM, cerca de cem pessoas marcharam até a sede do governo, administrado pelo tucano Beto Richa.
Os manifestantes pintaram o rosto com listras pretas ou verde e amarelas, e carregavam cartazes com frases como "impeachment já", "fora PT" e "90% do PIB não elegeu a Dilma".
Alguns pediam a recontagem dos votos do pleito do último domingo.
Em Manaus, cerca de 50 pessoas estão concentradas em frente ao Teatro Amazonas.