domingo, 29 de julho de 2012


Mano domou Neymar e deu Brasil


Mano Menezes domou Neymar. O fez parar de tentar se exibir. E jogando pelo time, decidiu a difícil partida contra a Bielorússia. Foi sensacional…

reproducao40 Mano Menezes domou Neymar. O fez parar de tentar se exibir. E jogando pelo time, decidiu a difícil partida contra a Bielorússia. Foi sensacional...
Manchester.
Neymar jogou para o time e decidiu a partida para o Brasil.
Com um cruzamento da intermediária, descobriu Pato livre para marcar.
E a estrela brasileira marcou o gol, de virada, ao enganar o ótimo goleiro Gutor.
Ainda mostrou seu talento diferenciado, tocando de calcanhar para Oscar marcar 3 a 1.
Atuação impecável.
Mano Menezes queria ganhar o jogo e rapidamente.
Já decidir o grupo C e poupar atletas contra a Nova Zelândia, na quarta-feira.
Sabia que a Bielorússia viria com uma marcação fortíssima.
Com duas linhas espremidas.
A primeira com cinco jogadores, com direito a líbero.
Outra com quatro.
E apenas um atacante.
Mano havia se cansado da lentidão e falta de conviçção de Leandro Damião.
Apostou em Alexandre Pato.
Mesmo com o atacante do Milan não treinando bem.
Mas pelo menos ele acreditou que o time teria maior movimentação no ataque.
Conversou com Neymar para que ele parasse de tentar decidir a partida sozinho.
A estrela brasileira continuaria livre para corre por todo o setor do ataque.
O técnico também alertou Sandro e Rômulo da necessidade de fechar a entrada da área.
E assim começou a partida, com os brasileiros tentando tocar a bola, só que não conseguiam.
A mesma armadilha que o México usou nos Estados Unidos estava dando certo para os europeus.
E veio o surpreendente gol da Bielorússia.
O brasileiro naturalizado Bressan se aproveitou do defeito crônico da zaga formada por Thiago Silva e Juan: o fato de jogarem distantes.
Ele se infiltrou e de cabeça mandou de cabeça para as redes de Neto.
O gol aos sete minutos enervou o time e Mano.
O técnico ficou em pé reclamando da marcação, da facilidade que Bressan teve para cabecear.
A Seleção começou a forçar cruzamentos da intermediária e fecilitando o trabalho dos altos zagueiros adversários.
Só que eles não esperavam que um desses cruzamentos viessem justo de Neymar.
Esperavam que fosse forçar o drible e ele foi esperto.
Viu a entrada em diagonal de Pato e a bola acabou certeira para a cabeçada.
O Brasil empatava a partida aos 14 minutos.
A partir daí, o que se esperava aconteceu.
O Brasil tentou adiantar seu meio de campo para virar o jogo.
E a Bielorússia não saiu mais da sua formação de botão.
As duas linhas de marcação estáticas continuaram.
E Oscar não estava em um grande dia, como na partida de abertura.
Acabou como Neymatr também encalacrado, sem espaço.
Mano pedia mais rapidez, agilidade.
Para furar um bloqueio tão intenso é ncessário o apoio constante dos laterais.
Rafael e Marcelo estavam também travados, centralizavam as jogadas.
E o tempo passando rápido.
O que deveria ser uma vitória fácil, contra um adversário fraco, esbarrava na estratégia.
Os brasileiros não tinham espaço para impor sua maior habilidade.
No segundo tempo, Mano pediu algo óbvio.
Se estava tão difícil penetrar, o melhor era chutar de fora da área.
Marcelo e Oscar obrigaram Gutor a fazer grandes defesas.
A Seleção adiantou ainda mais a sua marcação..
Queria a vitória.
Mano Menezes fez uma substituição corajosa.
Percebeu que não adiantaria manter dois volantes de marcação.
E tirou Sandro.
Colocou Ganso para tentar ajudar a furar a retranca.
Mas não foi preciso nem colocar à prova a troca.
Neymar sofreu uma falta no na intermediária pelo lado direito.
Ele mesmo resolveu cobrar.
Bola parada é algo que tem treinado muito.
E enganou completamente Gutos.
O brasileiro foi matreiro.
Cobrou no canto do goleiro e não por cima da barreira, como ele esperava.
Virada brasileira aos 19 minutos do segundo tempo.
O gol trouxe alívio imediato ao time brasileiro.
E nervosismo aos europeus.
Com a vantagem, o time passou a tocar a bola, com mais paciência.
Nem perdendo o jogo, a Bielorússia tinha coragem de atacar.
Esperava apenas um descuido brasileiro.
Mas Mano segurou Rômulo e pediu para os dois laterais, principalmente Rafael não descer mais ao ataque.
Algo que era muito nítido era a mudança de postura de Neymar.
Ele já não matava mais tantos contragolpes brasileiros buscando dribles inúteis.
Ele aprendeu que não adianta forcar contra duas linhas de marcação.
O melhor é mesmo tocar a bola e abrir espaço.
Seu futebol se tornou muito mais efetivo.
E nem por isso, seu talento foi tolhido.
No último minuto de jogo, ele mostrou porque é jogador brasileiro mais talentoso.
Depois de uma arrancada empolgante, deixou Oscar livre para marcar com um toque de calcanhar.
O chute do meia foi forte, fulminante: 3 a 1 Brasil.
Com a vitória, o Brasil já está classificado para as quartas-de-final da Olimpíada.
Mano terá agora pela frente o adversário mais fraco do grupo, a Nova Zelândia, na quarta, em Newcastle.
O treinador poderá até poupar quem desejar, como Neymar.
Mas é algo bem improvável.
Agora que o atacante descobriu como até o seu futebol cresce jogando para o time, não vai querer ficar de fora.
E não deve.
A Seleção Brasileira precisa de Neymar cada vez mais para sua luta pela inédita medalha de ouro.
A vitória aqui em Manchester foi marcante, importante do Brasil.
Para Mano que domou Neymar.
E fez a Seleção finalmente mostrar uma partida empolgante...

Alonso abre vantagem para as férias

Hamilton vence na Hungria e Alonso abre vantagem para férias da F-1

Budapeste (Hungria)
O britânico Lewis Hamilton venceu sua segunda prova na temporada da Fórmula 1, neste domingo. Dominante durante todo o fim de semana, ele largou da ponta e conquistou o Grande Prêmio da Hungria da categoria, em uma corrida marcada por poucas brigas por posição e ultrapassagens.
É a segunda vitória de Hamilton na temporada 2012, já que o britânico também foi o primeiro a cruzar a linha de chegada no Grande Prêmio do Canadá, em Montreal.
O restante do pódio em Hungaroring foi ocupado por pilotos da Lotus. Kimi Raikkonen usou bem a estratégia para ficar na segunda colocação, seguido pelo jovem francês Romain Grosjean. Sebastian Vettel, Fernando Alonso, aniversariante do dia, e Jenson Button completam a lista dos seis primeiros colocados.
Os brasileiros fizeram corrida regular na Hungria. Bruno Senna agiu bem em brigas por posição e foi o sétimo colocado, dois postos à frente de Felipe Massa.
O resultado deste domingo deixa Fernando Alonso com vantagem ainda mais tranquila na liderança do Mundial. Agora com 31 anos de idade, o espanhol da Ferrari soma 164 pontos, com 40 de vantagem sobre o australiano Mark Webber, segundo colocado, e 42 sobre Sebastian Vettel, terceiro.
A prova na Hungria foi a última antes do período de recesso da categoria. A próxima etapa do Mundial é o Grande Prêmio da Bélgica, em Spa-Francorchamps, apenas no dia 2 de setembro.
AFP
Lewis Hamilton venceu o GP da Hungria de Fórmula 1, seguido por Kimi Raikkonen e Romain Grosjean
A corrida - A largada em Hungaroring foi adiada e os pilotos, com exceção de Michael Schumacher, deram uma volta de apresentação extra. Ao ver que o começo da prova demoraria mais, o piloto da Mercedes desligou o motor de seu carro e foi empurrado até os boxes, de onde largou.
Quando as luzes vermelhas finalmente se apagaram e a corrida foi iniciada, Lewis Hamilton conseguiu manter a primeira colocação sem problemas e Romain Grosjean se defendeu bem dos ataques de Sebastian Vettel, que ainda perdeu a terceira colocação para Jenson Button. Bruno Senna pulou da nona para a oitava colocação, logo à frente de Felipe Massa, que perdeu dois postos.
Como já era esperado, o início de corrida teve poucas brigas por posição. Kimi Raikkonen aos poucos diminuiu sua diferença para Fernando Alonso, mas o espanhol da Ferrari não deixou que a batalha pelo quinto lugar se tornasse efetiva, aumentando seu ritmo para abrir vantagem novamente sobre o finlandês.
O primeiro dos ponteiros a parar nos boxes para a troca de pneus foi o britânico Jenson Button, na 16ª volta, retornando à pista com compostos médios. No giro seguinte, foi a vez de Bruno Senna realizar seu pit-stop, caindo para décimo. A equipe McLaren não realizou bom trabalho na troca de Lewis Hamilton, mas como a Lotus também errou com Romain Grosjean o britânico manteve a liderança.
Com pneus macios após a parada, o francês conseguiu se aproximar do primeiro colocado, que voltou à pista com compostos médios, mas um erro deixou que Hamilton abrisse vantagem novamente.
A segunda rodada de pit-stops foi iniciada na 35ª volta, novamente por Jenson Button, que desta vez colocou pneus macios e voltou à pista logo atrás de Bruno Senna. O britânico teve muitos problemas para realizar a ultrapassagem, conseguindo a posição apenas na 43ª volta, quando o brasileiro parou nos boxes.
O tempo preso atrás de Bruno Senna custou caro a Button, que viu o alemão Sebastian Vettel ganhar a posição no trabalho de boxes. Quando Hamilton e Grosjean pararam, o piloto da McLaren conseguiu se manter à frente sem ser ameaçado.
Até então coadjuvante na prova, o finlandês Kimi Raikkonen pulou para a segunda posição, ao retardar sua parada nos boxes e brigar de forma agressiva com Grosjean logo em seu retorno à pista.
A corrida ganhou em emoção com o finlandês apresentando ritmo forte e se aproximando de Hamilton. Nas voltas finais de corrida, no entanto, o britânico da McLaren conseguiu controlar bem sua pequena vantagem e recebeu a bandeira quadriculada, seguido por Raikkonen e Grosjean.
Confira o resultado do Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1:
1: Lewis Hamilton (ING/McLaren) 
2: Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) 
3: Romain Grosjean (FRA/Lotus) 
4: Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) 
5: Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 
6: Jenson Button (ING/McLaren) 
7: Bruno Senna (BRA/Williams) 8: Mark Webber (AUS/Red Bull) 
9: Felipe Massa (BRA/Ferrari) 10: Nico Rosberg (ALE/Mercedes) 
11: Nico Hulkenberg (ALE/Force India) 
12: Paul Di Resta (ESC/Force India) 
13: Pastor Maldonado (VEN/Williams) 
14: Sergio Pérez (MEX/Sauber) 
15: Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso) 
16: Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso) 
17: Heikki Kovalainen (FIN/Caterham) 
18: Kamui Kobayashi (JAP/Sauber) 
19: Vitaly Petrov (RUS/Caterham) 
20: Charles Pic (FRA/Marussia) 
21: Timo Glock (ALE/Marussia) 
22: Pedro de la Rosa (ESP/Hispania) 

Não completaram:
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) 
Narain Karthikeyan (IND/Hispania)

sábado, 28 de julho de 2012


COM CANDIDATURA REGISTRADA ARY RIBEIRO INAUGURA COMITÊS DE VARZANTES E IDEAL

Parecia uma carreata, mas, na verdade, eram apenas os mais fieis seguidores do candidato a prefeito de Aracoiaba, Francisco Ary Ribeiro Teixeira, do PMDB,se juntando para acompanhar o candidato até os distritos de Varzantes e Ideal,onde, na manhã de ontem, foram inaugurados os seus respectivos comitês de campanha.
Mas a movimentação era tão grande que se tinha a impressão que tratava-se de uma grande comemoração e não era sem motivo, haja vista que,no dia anterior,o juiz Gustavo Henrique Cardoso Cavalcante, titular da SEXAGÉSIMA SÉTIMA zona eleitoral deferiu o pedido de registro da candidatura do Dr. Ary, que tem como vice Ritinha do Ideal.
A comitiva e os arizetes se deslocaram até o distrito de Varzantes, onde às 10hs.fora inagurado o comitê eleitoral daquele distrito e às 11hs. foi a vez da inaguração do comitê de campanha do Dr. Ary e Ritinha, no distrito de Ideal, o mais populoso do município de Aracoiaba.
Dr. Ary, que governou o município de Aracoiaba por três oportunidades, ainda tem fôlego para mais um mandato de quatro anos ou mais à frente dos destinos de sua Aracoiaba querida que, segundo ele, precisa voltar a sentir o sabor do progresso e do desenvolvimento, em todos os setores como educação, saúde, transporte, agricultura, enfim sua população merece ter uma melhor qualidade de vida.
Tomando por base o entusiasmo de toda a população de Aracoiaba a eleição do Dr. Ary é sómente uma questão de dias, até chegar sete de outubro, para o povo confirmar sua vontade e seu desejo de votar no Dr. Ary.

quinta-feira, 26 de julho de 2012


MPF quer acabar com comando da Polícia Militar em São Paulo 

Portal Terra
Em audiência pública no Ministério Público Federal nesta quinta-feira sobre o número elevado de homicídios por agentes públicos, o procurador da república Matheus Baraldi Magnani afirmou que irá entrar com uma ação civil na Justiça. "É preciso pedir imediatamente a exclusão do comando da PM (Polícia Militar) no Estado de São Paulo."
A ação de Magnani é baseada após os crimes que a PM cometeu nos últimos dias. O caso do publicitário Ricardo Prudente de Aquino, morto no último dia 18, é o mais recente. "É um bom momento de se convocar a Justiça Federal para participar dessa luta na defesa dos direitos humanos. Tudo nasce dentro da cultura de apologia ao excesso de violência. Isso cria assassinos que depois ficam incontroláveis."
O coordenador nacional dos Direitos Humanos, Rildo Marques de Oliveira, disse que há perseguição dentro da corporação. "Tem uma sargento da PM que corre risco de morte por não negar a fazer parte de um grupo de exertemínio em um Batalhão. Policiais civis estão sendo expulsos porque investigam esses grupos." Por fim, Oliveira também quer o fim da Polícia Militar. "O sistema da PM no Brasil é falido. Não podemos ter um sistema de polícia ao modo da Ditadura Militar."
A defensora pública Daniela Skromov de Alburquerque, também presente na mesa de discussão, criticou os modos dos policiais. "Atira-se pra ver depois quem matou. Não se preserva a cena do crime. Não se dá ao trabalho de pegar a impressão digital e avisar família."
Outro lado
Entre vaias e acusações do público presente na audiência, a grande maioria familiares de vítimas mortas por policiais, o coronel Jair Paes de Lira, ex-deputado federal, defendeu a Polícia Militar. "Qualquer ato de violência ilegal deve ser apurado e não estamos aqui para defender a violência e, sim, a apuração dos fatos. Não há porque linchar uma corporação centenária."
A audiência foi presidida pelo defensor público Carlos Weis e tinha como objetivo receber propostas de melhoria da segurança pública do Estado de São Paulo. "A Segurança Públicia está ligada ao direito de vida que, sem ele, nenhum outro direito pode ser exercido", afirmou Weis.

BRASIL ESTRÉIA COM VITÓRIA

Esportes - Londres - Olimpíada 2012

Brasil faz três no 1º tempo, leva sufoco no fim e vence Egito 

Portal Terra
O nervosismo da Seleção masculina de futebol pela estreia dos Jogos Olímpicos de Londres surgiu em dois momentos distintos no duelo desta quinta-feira contra o Egito. Primeiro com o rival superior nos 10min iniciais, obrigando o time de Mano Menezes a colocar a bola no chão, atropelar o adversário em jogadas com troca de passes rápidos e abrir três gols. Depois no fim do duelo, ao sofrer dois gols e levar sufoco nos instantes finais do confronto. Mesmo assim, venceu por 3 a 2, no Estádio Millenium, em Cardiff, e somou seus primeiros três pontos no torneio.
O quarteto ofensivo brasileiro, formado por Leandro Damião, Oscar, Neymar e Hulk, teve atuação destacada, participando  ativamente do jogo e dos gols marcados. Oscar iniciou as jogadas dos dois primeiros gols, dando passes para Rafael Silva, aos 15min, e Leandro Damião, aos 25min, marcarem. O terceiro gol, ainda no 1º tempo, saiu em tabela entre Neymar e Hulk, aos 29min. Aboutrika descontou aos 6min do segundo tempo, enquanto Mohamed Salah fez o segundo aos 30min.
A vitória dá tranquilidade para o Brasil decidir a vaga às quartas de final nos jogos contra Bielorrússia, no próximo domingo, em Nova Zelândia, na outra quarta. O Brasil busca o primeiro ouro olímpico no futebol e vem de um fiasco em Pequim, quando perdeu para a Argentina nas semifinais.
O confronto em Cardiff
O Brasil pareceu ter começado nervoso o duelo desta quinta-feira em Cardiff. A pressão por uma medalha de ouro inédita seria, à princípio, mais um obstáculo para o grupo verde e amarelo, visto que o Egito começou o duelo melhor e dominando as ações defensivas em busca do gol.
Mas a Seleção passou a esboçar uma reação a partir dos 9 minutos. Foi quando o experiente Hulk puxou jogada individual pela esquerda, passou por alguns marcadores, invadiu a área e cruzou para o meio para Neymar, que finalizou com precisão e tirou tinta da trave defendida por Elshenawi.
A partir daí, os brasileiros passaram a dar um baile. O gol não demorou a sair: foi aos 16min, em belo lance de Oscar. Disposto a mostrar que Mano Menezes acertou ao preterir Ganso e optar pelo novo contratado do Chelsea, o camisa 10 deu uma bela enfiada de bola para Rafael, que ajeitou na área e bateu no canto.
O segundo veio em nova jogada de Oscar, que desta vez fez papel de atacante, entrou dentro da área egípcia, passou pelo goleiro Elshenawi e tocou para o meio. Leandro Damião, totalmente livre de marcação, só teve o trabalho de dominar e tocar para o gol, defendido então por dois zagueiros.
O terceiro saiu três minutos depois, aos 29min. Neymar, que fazia boa partida, puxou pelo meio e enfiou para Hulk, que abriu pela ponta, olhou para área e lançou justamente para o astro do Santos. Livre de marcação, o camisa 11 cabeceou com firmeza, em bola indefensável para o goleiro do Egito.
A partir daí, a equipe verde e amarela diminuiu o ritmo e passou a administrar o resultado. Mano voltou para o segundo tempo com a mesma formação e, mais recuada, a Seleção tocava a bola e fazia o tempo passar. Ainda sofreu um gol feito por Aboutrika, depois de cruzamento na área que pegou na trave e sobrou em seus pés.
O Egito ainda teve tempo de diminuir ainda mais o placar, em tento marcado por Mohamed Salah, a 15 minutos do fim, que deu sufoco no fim do confronto. Nada que abalasse uma estreia vitoriosa do Brasil rumo ao seu primeiro ouro olímpico no futebol.
Ficha técnica
BRASIL 3 x 2 EGITO
Gols
BRASIL:Rafael, aos 16min, Leandro Damião, aos 26min, e Neymar, aos 30min do primeiro tempo 
EGITO:Aboutrika, aos 7min, e Mohamed Salah, aos 30min do segundo tempo
BRASIL: Neto; Rafael, Thiago Silva, Juan e Marcelo; Sandro (Danilo) e Rômulo; Hulk (Ganso), Oscar e Neymar; Leandro Damião (Alexandre Pato) Treinador: Mano Menezes
EGITO: Elshenawi; Alaa Eldin, Aboutrika, Hegazi e Ahmed Fathi; Mohsen (Mohamed Salah), Emad Meteab, Ramadan e Saleh Gomaa (Ahmed); Hassan e El Neny (Magdy) Treinador: Hany Ramzy
Cartões amarelos
BRASIL: Hulk 
EGITO: Saleh Gomaa e Alaa Eldin
Local Millenium Stadium, em Cardiff (País de Gales)

quarta-feira, 25 de julho de 2012


Roberto Jefferson desafia o STF e diz que não aceita condenação

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BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO
Sete anos depois de denunciar o mensalão à Folha , o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, continua no ataque.
Às vésperas de ser julgado com outros 37 réus no STF (Supremo Tribunal Federal), ele sugere que o ministro Joaquim Barbosa tentará condená-lo e o acusa de "jogar para a galera" e buscar "aplausos em botequim".
Jefferson mantém a versão de que o ex-presidente Lula não sabia do esquema de compra de apoio a seu governo no Congresso e diz que será absolvido das acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
"Não serei condenado. Não serei preso. Escreve isso", diz.

Roberto Jefferson

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Daniel Marenco/Folhapress
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Entrevista com o ex-deputado e atual presidente do PTB, Roberto Jefferson, as vésperas do início do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, em seu escritório, no Rio de Janeiro
O petebista será operado sábado para retirar um tumor no pâncreas, descoberto na semana passada. Deve ficar internado até o início do julgamento.
Abatido, mas com discurso confiante, recebeu a reportagem ontem em seu escritório no centro do Rio. Na parede, um quadro exibe sua foto de olho roxo na CPI dos Correios, em 2005. Ele sustenta que foi atingido por uma estante num acidente doméstico. "Mas nem mamãe acredita", diz, aos risos.
*
Folha - Como o sr. se sente às vésperas de ser julgado pelo escândalo que denunciou?
Roberto Jefferson - Acho que está na hora. Chega. Quanto mais adia, mais aumenta o sofrimento. Em algum momento você tem que enfrentar, e a hora é agora.
O que espera do STF?
Penso que a decisão será severa sem ser política. O Supremo não vai permitir isso. A meu ver, o ministro Joaquim Barbosa [relator do caso] joga para a galera. Ele não sentencia no direito. O negócio dele é aplauso em botequim, ele gosta disso. O Joaquim devia se inscrever em partido político, daria um grande candidato. Eu o receberia no PTB de braços abertos. [risos]
E os demais ministros?
Os outros não têm esse negócio. A tradição da casa não é essa. Vai ser todo mundo absolvido? Não acredito. Mas não será uma sentença política. O Ayres Britto [presidente do STF] é amicíssimo do governador de Sergipe [Marcelo Déda, do PT]. Foi feito ministro por ele e não é comprometido. O Marco Aurélio, o Gilmar Mendes... O Ricardo Lewandowski, apesar da relação com o PT, tem uma postura independente.
Teme ser condenado?
Se eu tivesse medo, não dormiria à noite. Eles têm a história para julgá-los, a opinião pública. Tem coisas que não dá, apesar da amizade. Tenho certeza de que serei absolvido. Se é justo, não pode me condenar. Eu não aceito uma condenação. Não se aplica à minha conduta. Eu não me vendi. Não serei condenado e não serei preso. Não serei preso, escreve isso aí.
O sr. admitiu ter recebido R$ 4,5 milhões do esquema e é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Não tem o menor cabimento. Seria o fim da desfaçatez eu ter me vendido ao mensalão. Eu adverti o governo um ano antes. Adverti o Lula.
Nem tudo é mensalão. Não acredito que o [deputado petista] João Paulo tenha se vendido, acho absurda a acusação. Ele não tem nada a ver com esse troço. Foi lá, pegou R$ 50 mil e resolveu um problema da vida dele, mas não vendeu voto.
Sua alegação de que só recebeu dinheiro para saldar dívidas é a mesma de outros réus que o sr. acusou de venderem apoio ao governo.
Então o meu advogado, o [Luiz Francisco] Barbosa, está de parabéns. E ele é 0800, está me defendendo de graça porque é companheiro de partido e meu amigo.
O sr. já disse que o ex-ministro José Dirceu é seu "irmão siamês" no processo. Por quê?
Se ele não for absolvido, vai haver pressão para levar todo mundo. Se for, abre a porta para outras absolvições. Ele pode fazer a picada para outras condenações. A corte vai ter problema se condenar o Dirceu e não o resto.
Alguém tentou pressioná-lo ao longo do processo?
Não. Nenhuma ameaça, nada. Eu também não abro muito a porta. Nunca visitei um ministro do Supremo.
O que achou de aliados de Lula se reunirem com Marcos Valério, acusado de operar o esquema? Houve chantagem?
Não quero comentar isso. Seu advogado disse que Lula já sabia e autorizou o esquema. É verdade? O Lula custou a agir, custou a acreditar. Mas minha impressão é que ele não sabia. Tenho grande admiração por ele. É um grande político, não abandona os amigos. O Lula vai continuar sendo o Lula. Ele é povo, tem a catinga do povo.
O Supremo vai confirmar a história que o sr. contou? Outros réus sustentam não haver prova de pagamentos mensais por apoio.
Não sei se vão escrever a história que eu contei, mas há condutas que vão ser apenadas. O Ministério Público apostou na minha tese, mas não estou preocupado que ela prevaleça.
Minha denúncia era política, e eu sou vitorioso no efeito e na consequência que ela causou. A imprensa tratava o PT como se fosse o único partido bom, o filete de água limpa no cano de esgoto. Isso acabou. Mas não torço pela condenação de ninguém.
Tem algum arrependimento?
Faria tudo novo. Agora é história. O mensalão não me pertence mais. Não sou mais o protagonista.

Veja imagens que marcaram o mensalão

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Sérgio Lima - 30.jun.05/Folhapress
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Roberto Jefferson (PTB-RJ) aparece com o rosto inchado para depor na CPI dos Correios no dia 30 de junho de 2005. Jefferson contou que o olho roxo foi resultado de um acidente doméstico, quando parte de um armário o atingiu ao tentar alcançar um CD do Lupicínio Rodrigues