quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Escândalo da Petrobrás:LULA DEVE SUGERIR NOME DE HENRIQUE MEIRELES PARA LUGAR DE GRAÇA FOSTER

Com o site UOL/Folha de São Paulo- O ex-presidente Lula deve sugerir à presidente Dilma Rousseff o nome do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para a vaga de Graça Foster na Petrobras.
Ele e Dilma se encontrarão em Belo Horizonte na próxima sexta-feira (6), no evento de comemoração dos 35 anos do PT. Assessores presidenciais ponderam que ela não simpatiza com Meirelles.
Outro que está no radar de auxiliares presidenciais é Murilo Ferreira, da Vale. Um ministro considera, no entanto, arriscada a indicação do executivo. O mercado espera uma opção menos identificada com Dilma, assim como foi feito no Ministério da Fazenda.
Executivos foram sondados para ocupar o Conselho de Administração da Petrobras, mas a não divulgação do prejuízo com a corrupção adiou a definição do "grupo de notáveis".
Ricardo Borges - 29.jan.15/Folhapress
Diretores da Petrobras anunciam balanço do terceiro trimestre da estatal
Diretores da Petrobras anunciam balanço do terceiro trimestre da estatal
Após meses de resistência, a presidente Dilma Rousseff decidiu trocar o comando da Petrobras e acertou com a chefe da estatal, Graça Foster, a demissão de toda a diretoria da empresa.
A substituição só não ocorreu ainda por falta de um sucessor imediato para a presidência da petroleira. Alguns dos cotados mostraram resistência em assumir o cargo antes da atual diretoria resolver os problemas do balanço financeiro da empresa.
Dilma e Graça se reuniram nesta terça-feira (3) em Brasília, após a Folharevelar a decisão presidencial de deflagrar a alteração da cúpula da petroleira. No encontro, ambas combinaram um cronograma de saída que deve ocorrer até o fim do mês.
Ficou acertado que, enquanto a presidente tenta encontrar novos nomes, Graça buscará concluir neste período o cálculo do impacto dos desvios de recursos investigados na Operação Lava Jato.
Trata-se de uma exigência para que o balanço da companhia seja finalmente auditado. A divulgação do valor também teria, aos olhos do governo, o efeito colateral de reduzir o desgaste de Graça.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

GRUPO ARMADO EXPLODE BANCO DO BRASIL DE OCARA

Parte interna da agência ficou destruída, com porta de vidro estilhaçada
Um grupo formado por entre oito e dez homens explodiu, na madrugada desta terça-feira, 3, umaagência do Banco do Brasil, em Ocara, 95,1 km de Fortaleza. Com armamento de groso calibre, os criminosos danificaram a parte interna do banco, mas não conseguiram violar os caixas eletrônicos e nenhuma quantia foi levada, conforme o Comando de Policiamento do Interior (CPI).

A ação foi registrada por volta de 1h30min, quando a Polícia Militar do município foi acionada por testemunhas, que ouviram tiros e o barulho da explosão na agência, localizada na rua João Felipe, no bairro Centro. Não houve troca de tiros e, após a explosão, os bandidos fugiram em dois carros, um Fiat Strada de cor vermelha e um Polo Sedan de cor escura, ainda segundo o CPI. 

As placas dos veículos utilizados pela quadrilha não foram identificadas, mas a Polícia acredita que eles fugiram em direção ao município de Morada Nova. Os destacamentos policiais das cidades próximas, como Chorozinho e Pacajus, foram alertados e realizam buscas na região. Até a manhã desta terça-feira, 3, ninguém havia sido preso. 
De acordo com o CPI, foram encontradas cápsulas de munições calibre .40 e 12 dentro da agência, o que indica que os bandidos estavam armados com espingardas, escopetas e pistolas. O gerente da agência foi ao local da explosão e disse à Polícia que os caixas eletrônicos aparentavam estar intactos.
FOTO: ENVIADA AO WHATSAPP DO O POVO
Aglomeração no banco após explosão







FOTO: ENVIADA AO WHATSAPP DO O POVO
Parte do teto também foi danificada
















Ataques
Esse foi o segundo ataque a banco registrado no Ceará em 2015, segundo levantamento com base nos dados do Sindicato dos Bancários do Ceará. A primeira ação foi registrada no 16 de janeiro, quando um grupo formado por cerca de dez homens explodiu a agência do Banco do Brasil de Iracema

Antes disso, no dia 7 de janeiro, um bando tentou explodir os caixas eletrônicos do Bradesco de Jardim, mas o equipamento não foi violado. No dia 14 de janeiro, um grupo foi feito refém e um assaltante foi baleado após tentativa de roubo a um carro-forte, na BR-116.

Em 2014, foram registrados 68 ataques, o último deles no dia 31 de dezembro, quando uma agência do Banco do Brasil e um posto de atendimento do Bradesco, em Itapiúna, foram alvos de um grupo armado com explosivos. O número de ataques a bancos com uso de explosivos em dezembro de 2014 cresceu 20% em relação ao ano de 

PRESIDENTE DILMA ACEITA PEDIDO DE DEMISSÃO DE GRAÇA FOSTER

Com  UOL/Folha de São Paulo- A presidente Dilma Rousseff está reunida nesta terça-feira (3) com a presidente da Petrobras, Graça Foster. A reunião ocorre no Palácio do Planalto.
Na última sexta-feira, as duas já haviam conversado. Mais uma vez, Graça colocou o cargo à disposição. Desta vez, Dilma concordou em substituí-la e Graça já havia sido informada da troca, conforme antecipou a Folha na manhã desta terça, mas afirmou que precisava de um nome substituto.
Até agora, porém, o governo não encontrou um sucessor que se disponha a assumir a estatal em meio ao escândalo de corrupção e assinar o balanço da empresa referente ao terceiro trimestre de 2014.
De acordo com a coluna Painel desta terça, Dilma deflagrou no fim da semana passada o processo de seleção. O ministro Joaquim Levy (Fazenda) esteve pessoalmente em São Paulo, nesta segunda (2), sondando nomes para ocupar o posto.
A revelação da decisão de Dilma na manhã desta terça irritou a presidente, que determinou silêncio sobre o assunto no Planalto. A quem liga em busca de confirmação da informação, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência diz que Graça não foi informada e que não está decidida sua saída.
A presidente vinha segurando a presença da amiga na chefia da Petrobras, mas pesou para a decisão de Dilma a divulgação na semana passada de que chegou a ser aventado que a Petrobras deveria baixar seus ativos em R$ 88 bilhões devido a corrupção e ineficiência no planejamento e execução de projetos.
Dilma considerou o número, que acabou fora do balanço não auditado do terceiro trimestre da Petrobras, descabido e sua mera divulgação, um tiro no pé da diretoria da estatal. A maior empresa brasileira perdeu quase 3/4 de seu valor de mercado nos últimos anos devido à política de investimentos inflada e os sucessivos casos de corrupção em apuração no âmbito da Operação Lava Jato.

A presidente também está preocupada pessoalmente com Graça, que sempre foi de sua confiança desde que presidia o Conselho da Petrobras como ministra no governo Lula. Os relatos são de que a executiva está sob forte pressão emocional devido ao caso. 

DEPOIS DO RETORNO TRIUNFAL AS LUTAS, ANDERSON SILVA É O QUE MAIS FATURA NO UFC

Anderson Silva
O fato de Spider ter vencido Diaz gerou um bônus e contribuiu para o atleta brasileiro superar seu recorde de faturamento e assumir a ponta na lista dos mais bem pagos do UFC
O ex-campeão dos médios do UFC (Ultimate Fighting Championship) Anderson Silvacoroou seu retorno ao evento com triunfo sobre o rival Nick Diaz, e ainda embolsou uma boa grana. Não que seu cachê tenha caído após os reveses por nocaute e lesão ante Chris Weidman. Porém, o fato de o Spider ter vencido Diaz gerou um bônus e contribuiu para o atleta brasileiro superar seu recorde de faturamento e assumir a ponta na lista dos mais bem pagos do UFC.
Pelo status que conquistou na organização, Anderson, já é dono da maior bolsa paga como teto do UFC. Ninguém ganha mais somente para lutar no evento que o Spider: US$ 600 mil.Jon Jones, dono do cinturão dos meio-pesados, recebeu US$ 550 mil para encarar Daniel Cormier no começo de janeiro, mas isto somando os US$ 50 mil de bônus como "luta da noite". 
A novidade é que Anderson Silva não fez jus apenas a sua bolsa, mas, com o novo vínculo, levou um bônus de US$ 200 mil só por ter ganho o duelo com Diaz. Somados os US$ 800 mil, o UFC pagou seu maior valor a um participante, por uma única luta, o equivalente a R$ 2,1 milhões. Com tais cifras, Anderson Silva, passou à frente de três rivais para se tornar o atleta mais bem pago da história do UFC, somando todas as suas lutas na organização. Agora, são US$ 5,097 milhões, que correspondem a R$ 13,84 milhões. Os números são do MMA Manifesto.
Bisping ocupava o topo da lista anteriormente 
O também peso médio Michael Bisping era quem ocupava, anteriormente, a liderança do ranking de atletas mais bem pagos do UFC. Principal  estrela inglesa do Ultimate, o segredo de seu elevado faturamento reside na cláusula que lhe garante US$ 150 mil a mais por vitória, oferta pouco comum a outros lutadores. Isso proporcionou a Bisping acumular, até hoje, US$ 4,81 milhões.
Na terceira posição desse ranking de lutadores que mais faturam no UFC aparece Georges St-Pierre, que já embolsou US$ 4,457 milhões. E o dono do título dos meio-pesados, por sinal já aposentado, Chuck Liddell, antes à frente de Anderson, totalizou US$ 4,380 milhões na carreira.
Próxima luta do Spider deve gerar novo recorde de arrecadação
E Anderson Silva já pode sonhar com um novo recorde de faturamento. O UFC analisa a realização de um supercombate entre o brasileiro e Georges St-Pierre, embora o lutador canadense já esteja de fora do octógono. E a previsão é que tal confronto seria o mais rico da história do evento.
Ressalte-se ainda que Nick Diaz, embora derrotado, acrescentou alguns milhares de dólares à conta bancária por ter enfrentado o Spider no UFC 183. Ele recebeu US$ 500 mil, valor bem próximo do total de suas participações na organização, com US$ 768.500.
Outro detalhe a ressaltar é que as cifras acima divulgadas referem-se tão somente aos valores da bolsa e bônus pagos pelo UFC. Não entram nessa conta a participação na venda de pay per views e ganhos com patrocinadores, que elevam ainda mais a renda dos lutadores, principalmente no caso de feras como o brasileiro Anderson Silva.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA FEDERAL QUER INDEPENDÊNCIA SEM PREJUÍZO PARA A GOVERNABILIDADE

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi eleito neste domingo (1º) presidente da Câmara dos Deputados para o biênio 2015-2017. Cunha ganhou a disputa em primeiro turno, derrotando seus três oponentes por 267 votos, de um total de 513 votantes. O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi o segundo mais votado, com 136 votos. Júlio Delgado (PSB-MG) contou com 100 votos e Chico Alencar (Psol-RJ) teve 8 votos. Houve dois votos em branco.
Ao tomar posse, logo após ter o nome confirmado no painel de votações do Plenário, Cunha fez questão de ressaltar que será “o presidente de todos” e vai colocar em prática o mote de sua campanha, que foi a independência da Casa em relação aos demais poderes. Prova disso é que já indicou como “prioridade zero” dos próximos dias a conclusão da votação da proposta de orçamento impositivo de emendas parlamentares (PEC 358/13) – falta votar o segundo turno.
Cunha ressaltou que vai trabalhar com as pautas de consenso dos líderes, sem priorizar as demandas que vêm do governo. Também afirmou que a vitória deixa para trás as possíveis sequelas de uma campanha que classificou como “dura” e de muitos ataques. E deixou claro que a sua eleição não afeta a governabilidade. “Somos responsáveis o suficiente para saber que o País precisa uma estabilidade política. E que nós não vamos ter estabilidade econômica sem estabilidade política. Não será a Presidência da Câmara que vai provocar a instabilidade”, afirmou.
Vitória
Para o novo presidente, a vitória não pode ser creditada na conta da oposição nem de um movimento contra o governo. Para ele, o caminho que o levou à Presidência da Casa foi construído com articulação, que envolveu até governadores, e pelo anseio dos deputados por uma Casa menos atrelada às demandas do Poder Executivo.
“Na verdade, a oposição não venceu, e o governo também não. O que aconteceu foi que a Casa venceu. Esse é o resultado do processo”, disse. “Temos que devolver à Câmara a dimensão que ela deveria ter e que o Brasil merece que ela tenha. O Parlamento reagiu no voto”, concluiu.
Para ele, existe um sentimento entre os deputados de que um mesmo partido não pode controlar todos os poderes. Segundo Cunha, os ganhos institucionais recentes do Congresso – ele citou o orçamento impositivo das emendas e a nova interpretação do trancamento de pautas por medidas provisórias – ocorreram quando a Presidência da Câmara estava com o PMDB, e não com o PT.
Biografia
Carioca, 56 anos, Cunha assume a Presidência depois de uma intensa campanha, que começou em dezembro do ano passado, passou por todos os estados do País e contou com um arco de apoio que incluiu partidos da base aliada do governo Dilma Rousseff e da oposição.
Economista de formação, casado, quatro filhos, Eduardo Cunha é uma dos principais articuladores políticos do Congresso. A fama foi conquistada principalmente na legislaturapassada, quando liderou o PMDB. Também foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), a principal comissão da Câmara. Com a eleição para presidente, a liderança do partido será ocupada por outro deputado, a ser escolhido em breve.
Projetos de sua autoria deram origem a três leis que estão em vigor: Lei 11.429/06, que traz regras para a transferência de recursos de depósitos judiciais; Lei 12.346/10, que trata do exame periódico em atletas; e a Lei 12.467/11, que regulamentou a profissão de sommelier (profissional que trabalha com vinhos).
Para o deputado Danilo Forte (PMDB-CE), um dos parlamentares mais próximos de Cunha, a eleição do correligionário deve-se ao entendimento do novo presidente, compartilhado pelos demais deputados, de que a Câmara precisa estar mais próxima da população, e isso significa, às vezes, não estar com o governo. “Ele assumiu o compromisso correto de separar a pauta da sociedade, para não ser uma pauta única e exclusiva do governo. Acho que, com isso, ele cresceu e ganhou o respeito e a credibilidade dos pares”, disse.
O líder do PT, deputado Vicentinho (SP), afirmou que não esperava uma derrota do deputado Arlindo Chinaglia em primeiro turno. “Não podemos deixar de reconhecer que não tivemos os votos que queríamos”, disse Vicentinho. Ele também afirmou que espera que a base do governo se recomponha após a eleição.
Mesa
Com a derrota de Chinaglia, o PT, maior partido da Casa, não terá nenhum membro na Mesa Diretora. Essa situação não ocorria desde 2005, quando o então deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) presidiu a Câmara, mas Aldo era da base aliada e teve apoio dos petistas.
Com a eleição de hoje, o PMDB mantém o recorde de ser o partido que mais ocupou a Presidência da Casa: nove vezes desde que o partido recebeu o registro eleitoral, em 1981. E Cunha garante a permanência de um carioca ao posto máximo da Casa. Antes dele, houve Henrique Eduardo Alves (2013-2015) – que, no entanto, fez carreira política no Rio Grande do Norte – e Célio Borja (1975-1977), durante o regime militar.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

SENADORES ELEITOS TOMAM POSSE;22 ASSUMEM PELA PRIMEIRA VEZ

Um terço do Senado Federal, 27 parlamentares, tomaram posse neste domingo (1º) para um mandato de oito anos. Nesta legislatura, cinco senadores foram reeleitos e 22 assumem uma das 81 cadeiras do Senado pela primeira vez. Os outros 54 senadores têm mais quatro anos de mandato.
A sessão foi presidida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).  O senador mais antigo da Casa, José Maranhão (PMDB-PB), fez o juramento em nome dos novos parlamentares.
A oposição será renovada com Ronaldo Caiado (DEM-GO), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Tasso Jereissati (CE) e José Serra (PSDB-SP). Quatro opositores históricos aos governos de PT. A base de apoio ao governo terá agora 53 senadores (66%) e a oposição, 27 (33%). Há também um independente. 
O plenário e galerias ficaram lotados por familiares dos novos senadores. Eles foram chamados nominalmente e prometeram respeitar e cumprir a Constituição.

Eleição para presidência

O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), abriu a cerimônia para empossar os novos senadores. Após a posse, os senadores elegeram Renancomo novo presidente da Casa.
Ele venceu Luiz Henrique (PMDB-SC) por 49 votos a 31. Um senador votou nulo. A votação é secreta.
Em seu discurso como candidato à reeleição, Renan destacou os trabalhos do Senado Federal no último biênio e a economia de recursos com os cortes de cargos comissionados. Também afirmou que é independente dos outros Poderes e que desempenhou uma "presidência coletiva", discursou Renan.
"Senadoras e senadores o voto da confiança de todos. Os daqui são testemunhas que sou um homem de equipe e que jogo para  time e não para a plateia. Tenho por princípios dar oportunidades a todos. A presidência continuará a ser coletiva"
Também serão escolhidas hoje duas vice-presidências e quatro secretarias. A eleição desses cargos ocorre após a eleição de presidente e respeita o critério da proporcionalidade dos partidos.
Tomam posse neste domingo os senadores:
AC - Gladson Cameli (PP)
AL - Fernando Collor (PTB)
AM - Omar Aziz (AM)
AP - Davi Alcolumbre (DEM)
BA - Otto Alencar (PSD)
CE -Tasso Jereissati (PSDB)
DF - Reguffe (PDT)
ES - Rose de Freitas (PMDB)
GO - Ronaldo Caiado (DEM)
MA - Roberto Rocha (PSB)
MG - Antonio Anastasia (PSDB)
MS - Simone Tebet (PMDB)
MT - Wellington Fagundes (PR)
PA - Paulo Rocha (PT)
PB - José Maranhão (PMDB)
PE - Fernando Bezerra Coelho (PSB)
PI - Elmano Férrer (PTB)
PR - Alvaro Dias (PSDB)
RJ - Romário (PSB)
RN - Fátima (PT)
RO - Acir Gurgacz (PDT)
RR -  Telmário Mota (PDT)
RS - Lasier Martins (PDT)
SC - Dário Berger (PMDB)
SE - Maria do Carmo (DEM)
SP - José Serra (PSDB)
TO - Kátia Abreu (PMDB)
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Posse e eleições no Congresso24 fotos

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1º.fev.2015 - Os senadores Luiz Henrique (PMDB-SC) e Renan Calheiros (PMDB-AL), candidatos à presidência do Senado, se cumprimentam durante a posse dos 27 novos senadores, em Brasília, neste domingo. Nesta legislatura, cinco senadores foram reeleitos e 22 assumem uma das 81 cadeiras do Senado pela primeira vez. Os outros 54 senadores têm mais quatro anos de mandato Pedro Ladeira/Folhapress

RENAN CALHEIROS REELEITO PRESIDENTE DO SENADO PARA MAIS UM MANDATO DE DOIS ANOS

  • O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), faz sinal de positivo durante a solenidade de posse dos 27 novos senadores
    O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), faz sinal de positivo durante a solenidade de posse dos 27 novos senadores
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi reeleito neste domingo (1º) e vai comandar a Casa e o Congresso por mais dois anos. O alagoano recebeu o apoio de aliados da presidente Dilma Rousseff (PT). Este é o terceiro mandato de Renan no comando do Legislativo. A votação foi secreta.
Renan venceu o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), que recebeu apoio de senadores que fazem oposição ao governo de Dilma, por 49 votos 31. Um voto nulo foi registrado. O nome de Renan chegou  a ser citado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga irregularidades na Petrobras, segundo informações publicadas pela revista "Veja" e pelo jornal "O Estado de São Paulo". Não há nenhuma denúncia formal contra ele. Renan nega qualquer tipo de evolvimento com o caso.
A candidatura de Henrique é um reflexo do racha do PMDB e descontentamento de parte do Senado com Renan na presidência. Henrique obteve apoio de partidos da oposição e dos chamados independentes. Nesta semana, declararam apoio a ele três senadores do PMDB e membros do PSB, do PDT, do PSDB, do PP, do PSOL e do DEM. Mesmo com o apoio, Henrique não obteve maioria dos votos.
Renan tem apoio do Palácio do Planalto e do PT. Após a ala rebelde do PMDB lançar a candidatura avulsa de Henrique, membros do governo atuaram nos bastidores em favor de Renan.
Para pedir votos aos congressistas, Renan destacou os trabalhos do Senado Federal no último biênio e a economia de recursos com os cortes de cargos comissionados. Também afirmou que é independente dos outros Poderes e que desempenhou uma "presidência coletiva".
"Senadoras e senadores o voto da confiança de todos. Os daqui são testemunhas que sou um homem de equipe e que jogo para o time e não para a plateia. Tenho por princípios dar oportunidades a todos. A presidência continuará a ser coletiva", discursou Renan.
Luiz Henrique foi o único senador citado nominalmente por Renan durante seu discurso para rebater as críticas veladas feitas pelo concorrente ao presidente do Senado. Henrique disse que se fosse eleito seria independente e não indicaria nomes para ocupar cargos em ministérios e estatais do governo para que o Senado não fique subordinado aos desmandos do Palácio do Planalto.
"Quando o presidente se verga para pedir favores ao executivo, ele perde autonomia", declarou Luiz Henrique. Foi uma crítica direta a Renan que foi responsável por diversas indicações de cargos do governo. Suspeita-se que entre as nomeações está o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, preso em Curitiba, mas Renan nega que tenha feito a indicação.
Esta é terceira vez que Renan é eleito para o cargo. Ele já ocupou o cargo em 2005, mas deixou a presidência em 2007 após escândalos envolvendo seu nome. Na época, surgiram denúncias de que ele usou dinheiro de lobista para pagar pensão de uma filha fora do casamento. Renan chegou a sofrer um processo de cassação, mas foi absolvido pelo plenário do Senado. Em 2013, ele voltou a presidir a Casa.
O presidente do Senado também é do Congresso e coordena os trabalhos e as pautas das duas Casas. Também o terceiro na linha sucessória da Presidência da República, depois do vice-presidente e do presidente da Câmara.

ANDERSON SILVA SUPERA MEDO E VENCE NICK DIAZ, EM NOITE MEMORÁVEL


UFC 18329 fotos

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Anderson Silva acerta chute alto em Nick Diaz, na luta principal do UFC 183; brasileiro venceu por decisão unânime dos juízes Steve Marcus/Getty Images/AFP

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O palco era o mesmo da cena mais chocante do UFC, mas agora, Anderson Silva conseguiu mudar sua história no MGM em Las Vegas. Depois de 13 meses da fratura que sofreu contra Chris Weidman, o Spider mostrou contra Nick Diaz que ainda pode lutar por muito tempo e mostrar porque é chamado de o maior de todos os tempos.
Pode não ter tido um show de MMA, o mesmo com que o público ficou acostumado nos tempos em que era campeão dos médios, mas Anderson superou toda marra e provocação do norte-americano e conseguiu uma rara vitória por pontos, o que não acontecia desde 2010, quando derrotou Demian Maia. O brasileiro fez um combate duro, mas em que dominou o tempo todo e ainda tentou golpes bem plásticos.
"Obrigado Deus por me dar mais uma chance. Primeiro obrigado aminha família meus filhos e meus amigos meus amigos de verdade. Esse momento é muito importante pra mim pra toda minha família e pra todos os brasileiros. Queria agradecer a todos vocês que vieram aqui todos os brasileiros, e esse momento pra mim é muito importante por conta de tudo que sofri durante esse ano. Achei que não ia voltar a lutar no começo."
Com essa vitória tranquila sobre Nick Diaz, Anderson Silva deve retomar o caminho do cinturão dos médios do UFC. Dana White até tinha prometido a ele uma luta pelo título em caso de vitória, mas com a nova lesão do campeão Chris Weidman e o consequente adiamento de sua luta com Vitor Belfort, a categoria está novamente estacionada.
Mas o Spider retoma o caminho das vitórias, após duas derrotas consecutivas em 2013. Em 19 lutas do UFC, desde que estreou no evento em 2006, com 17 vitórias. Ele ainda tem a maior série invicta da franquia (16 lutas), e o maior número de defesas consecutivas de cinturão (10 vezes).
A luta - Nick Diaz começou sendo Nick Diaz. O norte-americano provocou Anderson de maneiras nunca vista no UFC. Além de danças e xingamentos, ele chegou a deitar no chão no octógono. Anderson parecia ainda sentir a luta, mas foi para cima no final do round e acertou boas sequências.
O Spider pareceu ter encontrado seu ritmo de luta do segundo round. Diaz até continuou provocando, mas Anderson não esperou mais para a atacar. Seus jabs passaram a entrar na guarda do rival, mas o grande golpe do período foi um chute muito forte do brasileiro na costela de Nick.
Anderson passou a usar sua maior envergadura para manter a distância de Nick Diaz, com pisões no joelho, chutes frontais e sequências de diretos longos. Ele foi minando a confiança de Diaz dessa maneira. No período seguinte, o brasileiro parecia procurar o golpe perfeito para conseguir o nocaute, que não veio.
Nick Diaz voltou para o round final para provocar novamente e tenta tirar a concentração do ex-campeão dos médios. Mas deu muito errado, porque foram os 5min em que o brasileiro mais estava focado. Anderson continuou usando as sequências e não caiu na marra do rival. Era o suficiente para o brasileiro garantir sua vitória por pontos.
Card principal
Anderson Silva venceu Nick Diaz por pontos, em decisão unânime dos juízes
T. Woodley venceu Kelvin Gastelum por pontos, em decisão dividida dos juízes
Al Iaquinta nocauteou Joe Lauzon a 3min34 do 2º round
Thales Leites finalizou Tim Boetsch (katagatame) a 3min45 do 2º round
Thiago Alves nocauteou Jordan Mein a 39s do 2º round
Card preliminar
Miesha Tate venceu Sara McMann por pontos, em decisão majoritária dos juízes
Derek Brunson nocauteou Ed Herman a 36s do 1º round
John Lineker venceu Ian McCall por pontos, em decisão unânime dos juízes
Rafael Sapo venceu Tom Watson por pontos, em decisão unânime dos juízes
Ildemar Marajó venceu Rick Monstro por pontos, em decisão dividida dos juízes
Thiago Marreta nocauteou Andy Enz a 1min56 do 1º round