terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ceará Com muitas mudanças, técnico esboça time

No Ceará, o técnico Ricardinho esboçou pela 1ª vez, desde a reapresentação no dia 26 de dezembro de 2012, uma equipe titular. Devido a alguns jogadores terem chegado em datas diferentes e, portanto, estarem em distintos níveis de trabalho físico, o técnico escolheu para o time titular atletas que iniciaram a preparação desde o início.

O meia Ricardinho foi um dos poucos jogadores a permanecerem no time titular por toda a atividade comandada pelo técnico alvinegro FOTO: KID JUNIOR

Assim, com apenas dez jogadores de cada lado, atletas como Fransérgio, Válber, Pingo e Magno Alves, que se apresentaram depois, iniciaram o treinamento com bola entre os reservas.

O time titular que iniciou o treino com bola formou com: Fernando Henrique; Eric, Cleiton, Marlon e Gerley; Everton, João Marcos, Geovane e Ricardinho; Cléo (que jogou sem um companheiro de ataque, que seria o 11ª jogador).

No decorrer do treinamento, o técnico fez seis alterações no time titular: saíram Fernando Henrique, Marlon, Gerley, Everton, Geovane e Cléo, entrando Tiago, Rafael Vaz, Vicente, Fransérgio, Válber e Luiz Henrique. Portanto, só Eric, Cleiton, João Marcos e Ricardinho foram titulares por todo o treinamento.

Ainda atuaram na equipe reserva Potiguar, Pingo, Régis e Magno Alves.

Com sete contratados entre os dez que iniciaram como titulares, mas utilizando os 12 novatos no decorrer da atividade, Ricardinho espera montar o time titular de acordo com o planejado. "As contratações foram feitas a partir de uma ideia de jogo, de alternativas que possamos ter. Tudo foi pensado. Alguns jogadores foram contratados para serem titulares, mas ainda veremos como o time encaixa na parte tática. As contratações foram feitas pelo meu modo de imaginar uma equipe", disse.

Ainda que alguns dos 12 reforços tenham vindo para ser titulares, como esclareceu o técnico, apenas os treinos podem definir quem jogará.

"Ninguém sai na frente por ter sido indicado por mim, ou por eu ter pensado no jogador como titular lá atrás. Jogará quem estiver melhor, e os treinamentos dirão quem está. Posso ir moldando o time e a característica de jogo de acordo com os treinos. Não posso montar um time só com contratados. Foram mais de 11 e os jogadores que ficaram aqui tem qualidade", esclareceu o treinador.

Sobre os 12 atletas contratados, o técnico ressaltou que está satisfeito. "As contratações foram dentro dos jogadores que pedi. Estou satisfeito com o grupo que montamos".

Com o elenco se preparando para o amistoso do dia 13 contra o Horizonte, no PV, Ricardinho admite já ter um time titular na cabeça. "Já tenho um time, sim, ainda que alguns jogadores devam chegar. Quando o elenco fechar, tudo ficará mais claro".

Advogados de Carlomano Marques recorrem contra cassação do parlamentar

“Os advogados do deputado estadual Carlomano Marques (PMDB) entraram com pedido de liminar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) para tentar suspender a cassação imediata do parlamentar. Carlomano é acusado de compra de votos na eleição de 2010. Ontem seria o prazo inicial para que o tribunal comunicasse a cassação à Assembleia Legislativa. Agora, ficará a cargo do juiz Francisco Luciano Lima Rodrigues, do TRE, conceder ou não a liminar.
Caso conceda, Carlomano continua como deputado pelo menos até os recursos da decisão serem julgados. Se o juiz negar o pedido, o tribunal comunica a cassação à Assembleia e o parlamentar perde o mandato. De acordo com a assessoria do TRE, a ação cautelar pedindo a liminar deu entrada no tribunal no último dia 28, mas só ontem chegou à presidência do órgão, que estava em recesso. A solicitação tem caráter de urgência e o mais provável é que o juiz comunique a decisão ainda hoje.
Logo depois que o TRE determinou a cassação, no início de dezembro, os advogados do parlamentar entraram com recursos, questionando a decisão. Tais recursos só podem ser apreciados pelo TRE durante sessão. Como as sessões do órgão só voltam a ocorrer no próximo dia 21, os advogados do parlamentar decidiram entrar com a ação cautelar, que é julgada com urgência.
O advogado do deputado, Irapuan Camurça, afirma que o pedido tem o objetivo de manter Carlomano no cargo até que sejam julgados os recursos. A decisão do tribunal pela cassação teve como base matéria do O POVO, que mostrou que a médica e vereadora Magaly Marques (PMDB), irmã de Carlomano, atendia pacientes no comitê do deputado. Na mesma decisão que cassou Carlomano, o TRE tornou Magaly inelegível.”

Governo de São Paulo proíbe polícia de socorrer vítimas de crimes

A partir desta terça-feira (8) todos os policiais de São Paulo que atenderem ocorrências com vítimas graves não poderão socorrê-las. Elas terão de ser resgatadas pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) ou pela equipe de emergência médica local.
Entende-se como graves os casos de homicídio, tentativa de homicídio, latrocínio (resistência seguida de morte), lesão corporal grave e sequestro que resultou em morte. Nesse rol de crimes estão inclusos os que tiveram a participação direta de policiais.
A decisão do secretário da Segurança Pública Fernando Grella Vieira está em uma resolução que será publicada no "Diário Oficial".
A Folha apurou que o objetivo da mudança no procedimento operacional é, entre outros, evitar que a cena do crime seja alterada por policiais e garantir que o atendimento às vítimas seja feito por profissionais habilitados, como médicos e socorristas.
"Mais importante do que socorrer rapidamente é socorrer com qualidade. Nos acidentes de trânsito o policial não pode socorrer. Nos casos de homicídio deve ser assim também", afirmou o coronel da reserva da PM José Vicente da Silva Filho, que discutiu o tema com o secretário.
Para o sociólogo José dos Reis Santos Filho, a medida é positiva ao preservar o local do crime, o que interfere na apuração futura dos fatos.
A preocupação dele, no entanto, é com os casos em que uma simples atuação do policial pode salvar uma vida.
"Em um caso de urgência, sabendo que o socorro vai tardar, o policial tem condições de fazer um torniquete, ele vai ficar parado, assistindo a pessoa morrer?", questionou.
NOMENCLATURA
A resolução altera outros dois procedimentos. Um é o da nomenclatura no boletim de ocorrência dos crimes envolvendo confronto com policiais. O termo "resistência seguida de morte", quando a morte é em confronto, será trocado por "morte decorrente de intervenção policial".
A troca segue recomendação do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.
Para o sociólogo Santos Filho a mudança no registro "acaba com prejulgamentos".
"Antes o registro era de que a pessoa morreu porque resistiu e reagiu a uma abordagem policial. Agora, ficará claro que a vítima morreu por causa da ação do policial e caberá só à Justiça decidir."
A outra mudança é que todas as vítimas e testemunhas de crimes devem ser levadas imediatamente para delegacias. Hoje, em alguns casos, elas são antes encaminhadas a um batalhão da PM.

domingo, 6 de janeiro de 2013

CRATO SOFRE DERROTA COM GOL TOMADO AOS 46 DO SEGUNDO TEMPO

E prevaleceu a velha e surrada máxima do futebol: quem não faz, leva. Dois jogos abriram, ontewm, o campeonato de futebol, edição 2013, do estado do Ceará. Em Horizonte o time local recebeu a debutante equipe de São Benedito e teve dificuldades para vencê-la pelo placar mínimo:um a zero.
No estádio p´residente Vargas o Ferroviário Atlético Clube, de Valdemar Caracas e do saudoso Delegado de Polícia Civil Dr. Jônatas venceu a representação do Crato, também pelo placar de um a zero.
E o gol aconteceu aos 46 minutos do segundo tempo n uma cabeçada do grandalhão Gioancarlo, que tem 1,94 de altura e está sendo apontado como o novo Jardel que surgiu para o mundo do futebol no mesmo ferroviário.
O time do Crato foi melhor durante quase todo o jogo com esporádicos lances de perigo contra a sua meta. Desperrdiçou pelo três chances reais de marcar e, no final veio o castigo com  o gol assinalado pelo atacante coral que, a bem da verdade, só fez isso no jogo, mas o bastante para que o ferroviário atlético clube iniciasse com  o pé direito a temporada atual do futebol cabeça chata.
Jogando na casa do adversário, qualquer que seja ele, necessário se faz ter cautela e, nos finais do jogo, com a igualdade no m arcador, fecha-se todo e utiliza a vel,ocidade dos seus homens de frente para lançar mão do expediente, manjadíssimo, mas que funciona do contra ataque. O time do Crato não fez nem uma coisa, nem outra.Resultado. Perdeu o jogo quando, na pior das hipóteses poderia ter trazido para a princesa do cariri um precioso ponto. É bom lembrar que quem tinha a obrigação de vencer era o ferroviário, que jogava em seus domínios, diante de sua torcida e, quer queira, quer não não queiram, ainda é considerado a terceira força do futebol cearense e tem muitas glórias conquistadas e uma respeitável tradição. Que o time do Crato e,principalmente seu treinador, aprendam a lição. Por uma questão de justiça é bom que se diga que o Crato tem um bom time e que promete muito, se fizer os ajustes necessários. Começar um campeonato com derrota não é coisa do outro mundo, asim como também não é um bom negócio.   

Dilma estaria na mira de espionagem em Brasília

A Polícia Federal abriu investigação para apurar a existência de uma rede de espionagem ilegal, com atuação em Brasília, que teria políticos e autoridades entre seus alvos. Além de deputados e senadores, suspeita-se que os arapongas tenham mirado até a presidente Dilma Rousseff.
A investigação começou a partir de documentos entregues ao Ministério Público Federal e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pelo deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), em julho passado. O material inclui extratos de ligações telefônicas e trocas de e-mail entre parlamentares. Miro disse ao jornal O Estado de S. Paulo que recolheu o material de um araponga, cujo nome não foi revelado, que disse estar sofrendo ameaças e queria proteção policial.
“Criou-se na capital do país, sob os olhos dos poderes da República, uma sociedade anônima de criminosos e violadores de dados pessoais”, afirmou o deputado. “Não há cidadão nesse país, nem mesmo a presidente, seguro da sua privacidade e isso é muito ruim para a democracia.”
A PF informou por meio de sua assessoria que abriu procedimento preliminar de investigação para verificar a autenticidade dos documentos. O órgão confirmou que há indícios veementes de crime.
O grupo ao qual o espião arrependido está ligado tem foco de atuação no Distrito Federal, em particular autoridades do governo local. Mas o material entregue por ele inclui aparentes extratos de ligações telefônicas e e-mails de parlamentares federais, como o senador Blairo Maggi (PR-MT), o deputado Carlos Alberto Lereia (PSDB-GO) e o ex-senador Demóstenes Torres, cassado por envolvimento com o esquema de corrupção e exploração de jogos ilegais comandado por Carlinhos Cachoeira. A PF, entretanto, não vê associação automática do grupo com o contraventor.
(Veja)
Ele pede cargo para os outros e ganha crédito; indica colegas para relatorias e comissões no Congresso e ganha crédito; dá cargos à oposição e ganha crédito. Renan Calheiros (PMDB-AL) não coleciona inimigos, acumula devedores. Seu apelido oculto: "O Despachante do Senado".
Não por acaso, é o favorito para assumir, pela terceira vez, o comando da Casa no mês que vem.
Se não houver surpresas, voltará ao posto ao qual renunciou em 4 de dezembro de 2007 para salvar a pele.
Após ser acusado de ter despesas pessoais pagas por lobista de uma construtora, foram na época quase sete meses de suspeitas, cinco representações no Conselho de Ética, duas delas derrubadas em plenário por meio do voto secreto. Poucos resistiram a tamanho bombardeio.

Lula Marques/Folhapress
O senador Renan Calheiros, favorito a assumir a presidência do Senado
O senador Renan Calheiros, favorito a assumir a presidência do Senado
Ele mesmo conta um feito sobre aquele ano: 200 dias de matérias negativas na mídia.
Fora do comando do Senado, mas com o mandato intacto e renovado após votação recorde nas eleições de 2010, mergulhou naquilo que melhor opera, os bastidores.
Nesses cinco anos, ficou praticamente submerso, sem jamais perder influência. Concedeu favores, negociou cargos para terceiros no governo e alçou colegas de diversas matizes partidárias a postos relevantes na Casa.
Fortaleceu-se ainda mais ao articular a eleição de José Sarney (PMDB-AP) à presidência da instituição, em 2009, e ao salvá-lo da renúncia no mesmo ano, no auge do escândalo dos "atos secretos".
"Sarney teve um Renan para operar por ele; Renan, não", afirmou o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), pontuando o destino desigual dos dois colegas de legenda.
sem vingança
Egresso do movimento estudantil na década de 70, Renan tem personalidade fria, a ponto de acolher inimigos.
O ex-senador Demóstenes Torres virou exemplo disso. Em 2007, pedira impiedosamente a cabeça de Renan Calheiros. Em 2012, quando ele próprio caiu em desgraça no caso Cachoeira, estava lá o peemedebista a oferecer-lhe o ombro e rodadas de vinho para exorcizar a "má sorte"e a inevitável cassação.
"O Parlamento não é um palco para vingança. Nunca me vinguei de ninguém porque essa não é a minha cabeça, é o oposto", disse Renan, em rápida (e rara) entrevista.
Não que ele não estoque ressentimentos. Apenas procura relevá-los em nome da política e de seus dividendos.
O senso de oportunidade é outro traço típico. Quando soube que Dilma Rousseff queria fazer de Eduardo Braga (PMDB-AM) o novo líder do governo, se apressou em "adotar" o potencial rival.
Era parte da estratégia para neutralizar uma candidatura rival dentro do partido. Contemplou outros colegas da chamada ala independente do PMDB: colocou Waldemir Moka (MS) na 2ª vice-presidência da Casa; entregou a relatoria do Código Florestal a Luiz Henrique (PMDB-SC) e a Comissão de Constituição e Justiça a Eunício Oliveira.
Na CPI do Cachoeira, ajudou PT e PSDB a salvar seus governadores -Agnelo Queiroz (DF) e Marconi Perillo (GO), respectivamente, acabaram não sendo indiciados.
"Ecumênico", foi sob sua gestão no comando do Senado o período em que a oposição ganhou mais voz com cargos na hierarquia.
Colhendo os créditos gerados nesses anos, Renan faz campanha sem assumir sua própria candidatura.
Os íntimos dizem que ele busca votos com ao menos uma premissa perigosa, confidenciada raríssimas vezes: "A presidente Dilma Rousseff não gosta de mim".

Editoria de Arte/Folhapress

Governo se preocupa com fortalecimento do PMDB

O PMDB se prepara para voltar ao comando do Congresso no mês que vem e preocupa setores do governo, que preveem negociações mais duras e risco de aprovação de leis que podem ser ameaça ao equilíbrio fiscal.
O partido já conta com o vice-presidente da República, Michel Temer, e deve pela sexta vez, desde a Constituição de 1988, ocupar por dois anos outros dois cargos na linha sucessória da presidente Dilma Rousseff: os comandos da Câmara e do Senado.
Tudo aponta para a eleição, no dia 4 de fevereiro, do deputado Henrique Eduardo Alves (RN) e do senador Renan Calheiros (AL), que não têm hoje adversários competitivos. Eles deverão suceder Marco Maia (PT-RS) e José Sarney (PMDB-AP).
Os cargos aumentarão o poder de barganha da sigla, que já tem a maior bancada no Senado e a segunda maior da Câmara. Se vitoriosos, os peemedebistas controlarão a pauta de votações das Casas, a criação de CPIs e ocasionais pedidos de impeachment da presidente da República.
O futuro chefe da Câmara terá ainda papel de peso para decidir pelo cumprimento da ordem do Supremo Tribunal Federal para a cassação dos mandatos dos deputados condenados pelo mensalão -como os petistas João Paulo Cunha e José Genoino.

Lula Marques - 13.mar.12/Folhapress
O senador Renan Calheiros (esq.) e o deputado Henrique Eduardo Alves no plenário do Senado
O senador Renan Calheiros (esq.) e o deputado Henrique Eduardo Alves no plenário do Senado
O debate sobre a palavra final dos mandatos -se cabe ao STF ou ao Legislativo- é motivo de divergentes interpretações. Para Alves, a atribuição é do Congresso.
A hipertrofia do PMDB inquieta o governo em especial devido aos desafios da economia -já que, em 2012, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ficou muito abaixo das expectativas.
Nas gavetas dos dois plenários, não faltam propostas que ampliam os gastos públicos e colocam em risco a retomada do crescimento.
Exemplos: aumentos salariais de servidores, flexibilização nas regras de aposentadoria e engessamento de gastos -caso da emenda 20, que amplia verbas da saúde.
No rol de preocupações do Planalto há ainda uma bandeira de Alves: a aprovação de propostas que obrigam o governo a liberar metade das emendas dos parlamentares.
O governo costuma congelar esses pagamentos para cumprir a meta de superavit primário, economia para para pagar os juros da dívida.
A ascensão da dupla deve requerer mais atenção de Dilma com o Congresso -hoje mais distante do governo do que na época de Lula.

Deputado há 42 anos tenta presidir Câmara com ideias polêmicas

Aliado do governo petista de Dilma Rousseff. Companheiro do tucano Aécio Neves em viagem ao exterior. Apoiador do ascendente Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco. Amigo da bancada ruralista.
O peemedebista Henrique Eduardo Alves (RN) desliza entre forças concorrentes no Congresso com um objetivo central: aos 64 anos, "Henriquinho", como é conhecido, quer ser presidente da Câmara, cargo pelo qual está em campanha há três anos.
A pretensão de presidir a Casa já estava expressa num slogan de 2010, quando se elegeu deputado pela 11ª vez: "Vote em um e leve três: deputado, presidente da Câmara e presidente da República em exercício".
Herdeiro político do clã iniciado pelo governador do Rio Grande do Norte Aluísio Alves (1921-2006) e deputado há 42 anos, sete deles à frente da liderança do PMDB, Henrique Alves fez acertos eleitorais às custas de seu próprio partido.
Exemplo: em 2011, trabalhou informalmente em favor de Ana Arraes, mãe de Eduardo Campos, para o Tribunal de Contas da União (TCU). Só que o PMDB tinha candidato ao cargo.
Em retribuição, Campos recusa-se a declarar apoio ao candidato do PSB, Júlio Delgado (MG), que concorre contra Alves sem aval do presidente nacional da legenda.

Sergio Lima - 28.mar.2012/Folhapress
Favorito para comandar a Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, discurso no plenário
Favorito para comandar a Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, discurso no plenário
Parceiro do vice-presidente da República, Michel Temer, o favorito para comandar a Câmara carrega promessas de campanha capazes de tirar o sono de Dilma.
Uma delas é a defesa de equiparação automática do salário dos deputados ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atualmente de R$ 28.059. O gatilho depende da aprovação de uma emenda no Congresso.
"A emenda está pronta. Não sei por que não foi aprovada. Esse não pode ser tema clandestino. Tem que ter critério. Fica defensável", diz.
Sobre seu plano de instituir o pagamento obrigatório de "um percentual significativo das emendas individuais", afirma: "Todos os governos estabelecem essa humilhação que é o parlamentar ficar mendigando por um direito dele. De repente, se tornou um toma lá dá cá por uma postura inadequada".
Hoje porta-voz do discurso corporativista do Congresso, Henrique Alves nunca transitou pelo chamado "baixo clero" da Câmara.
O peemedebista não conseguiu extrapolar os limites do Congresso, sendo derrotado nas três vezes em que se aventurou ao Executivo.
Na escalada pela presidência da Câmara, só não esconde as restrições a um desafeto: o favorito para ser presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Colaborou ERICH DECAT, de Brasília

Editoria de Arte/Folhapress