terça-feira, 2 de outubro de 2012

CEARÁ TEM MAIOR NÚMERO DE CANDIDATOS FICHA SUJA; APONTA LEVANTAMENTO

Ao todo, são 209 casos de impugnações ( 62 candidatos a prefeito; 49 a vice e 98 a vereador). O levantamento foi feito pelo site do congresso em foco junto aos tribunais regionais eleitorais.



O Ceará é o Estado com maior número de candidaturas barradas pelaLei Ficha Limpa nas eleições deste ano, segundo levantamento divulgado pelo site Congresso em Foco nesta terça-feira, 2. Ao todo, são 209 casos de impugnações (62 cadidatos a prefeito; 49 a vice, e 98 a vereador).
Alguns candidatos ainda não foram julgados e poderão receber votos no próximo domingo, 7, pois alguns processos serão levados a julgamento apenas depois das eleições.
De acordo com o site, o levantamento que lista centenas de candidaturas foi realizado junto a todos os tribunais regionais eleitorais do país, e o número pode passar dos milhares até o final desta semana, deixando algumas eleições com resultados indefinidos. O TSE contabiliza, atualmente, 5.343 apelações para registro de candidatura à espera de análise. Até esta segunda-feira, 1°, 1.971 dos recursos haviam sido apreciados.
O Congresso em Foco esclareceu ainda que alguns tribunais forneceram apenas dados referentes aos cargos de prefeito e outros informaram não ter produzido as listas nominais dos barrados pela Ficha Limpa. No caso do Paraná e de Goiás, uma imposição judicial impediu a divulgação dos nomes.
Lei Ficha Limpa
A Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10) foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 16 de fevereiro deste ano. De iniciativa popular ratificada pelo Congresso, a lei impede o registro, junto à Justiça Eleitoral, de candidaturas de quem já foi condenado por órgãos colegiados. Antes do julgamento no Supremo, apenas diante de decisão final, sem mais possibilidades de recurso – o chamado “trânsito em julgado” –, era possível barrar a candidatura de alguém com pendências judiciais.
A lei também define que quem foi condenado por crime contra o patrimônio público, abuso de autoridade e de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, por exemplo, ficará inelegível por oito anos após o cumprimento da pena para cada crime. A sanção de inelegibilidade passa a contar a partir da decisão final, quando não há mais possibilidade de recursos. As particularidades de cada caso concreto devem ser respeitadas por magistrados na aplicação da lei, desde que resguardados os fundamentos da nova legislação (condenação por órgão colegiado, sem necessidade de trânsito em julgado).

STJ reafirma entendimento de que estupro e atentado violento ao pudor são crimes hediondos

Com a decisão, cai a tese de que tais crimes sexuais só poderiam ser considerados hediondos se fossem seguidos de lesão corporal grave ou morte da vítima




O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou na última segunda-feira,1, por unanimidade, o entendimento de que os crimes de estupro e atentado violento ao pudor são hediondos, mesmo sem resultarem em morte ou lesão grave da vítima.
A medida se aplica aos fatos anteriores à Lei 12.015/09, que atualizou o Código Penal no que diz respeito a crimes hediondos. Com a decisão, cai a tese de que tais crimes sexuais só poderiam ser considerados hediondos se fossem seguidos de lesão corporal grave ou morte da vítima.
O recurso julgado pela Corte foi interposto pelo Ministério Público de São Paulo com o objetivo de reformar decisão do Tribunal de Justiça daquele estado, que afastou o caráter hediondo do crime de atentado violento ao pudor na forma simples e fixou regime semiaberto para o inicio do cumprimento da pena.
O Ministério Público sustentou que a decisão de segundo grau teria violado o Artigo 1º, incisos 5 e 6, da Lei 8.072, uma vez que os crimes de estupro e atentado violento ao pudor, mesmo na forma simples, são crimes hediondos, devendo ser punidos com pena em regime fechado.
Até 2009, os incisos 5 e 6 do Artigo 1º da Lei dos Crimes Hediondos incluíam nessa categoria o estupro e o atentado violento ao pudor. Com a promulgação da Lei 12.015, que reformou o Código Penal em relação aos crimes sexuais, esses incisos passaram a se referir a estupro e estupro de vulnerável.
Com a decisão, todos os demais processos sobre o mesmo tema que tiveram o andamento suspenso nos tribunais de segunda instância até o julgamento do acusado podem ser resolvidos com a aplicação do entendimento fixado pelo STJ.
A intenção do procedimento, de acordo com o STJ, é reduzir o volume de demandas vindas dos tribunais de justiça dos estados e dos tribunais regionais federais a respeito de questões jurídicas que já tenham entendimento pacificado no STJ.

Raimundão mantém a liderança

02.10.2012

O candidato do PMDB seria eleito hoje prefeito da terra do Padre Cícero, segundo os números da última pesquisa

Raimundão, candidato do PMDB à Prefeitura de Juazeiro do Norte, segundo Ibope, tem a preferência da metade do eleitorado do Município e seria eleito prefeito se a eleição fosse hoje. Esta é a terceira pesquisa feita sobre a disputa naquela cidade contratada pela TV Verdes Mares Cariri, emissora integrante do Sistema Verdes Mares.

Em Juazeiro do Norte três são os candidatos à Prefeitura. Raimundo Antônio de Macêdo, Raimundão, indicado pelo PMDB; Manoel Raimundo de Santana Neto, Dr. Santana, apontado pelo PT, e Francisco Demontieux Fernandes, Demontieux do Jornal, filiado ao PSOL.

Na pesquisa estimulada, aquela que o entrevistador apresenta a relação de candidatos e pergunta em qual deles o eleitor votará, 50% apontaram o nome de Raimundão, 28% citaram Dr. Santana e 11% optaram por Demontieux do Jornal. Nas duas primeiras pesquisas publicadas ao fim das primeiras quinzenas de agosto e de setembro, os números eram os seguintes: Raimundão aparecia com 63% e 55% respectivamente, Dr. Santana tinha 16% e 26%, e Demontieux aparecia com 8% e 9%.

Na parte espontânea, aquela que o eleitor aponta qualquer nome sem que lhe seja apresentada a relação de candidatos, 48% dos entrevistados optaram por Raimundão, 24% pelo Dr. Santana e 8% por Demontieux do Jornal, diz o Ibope.

Rejeição
O candidato Dr. Santana, atual prefeito do Município tem o maior índice de rejeição segundo a pesquisa. 48% dos eleitores pesquisados disseram que não votariam nele de jeito nenhum. O segundo mais rejeitado é o candidato Raimundão que aparece com 23% das citações, seguido de Demontieux do Jornal com 23%. Um total de 15% disse que poderia votar em todos e apenas 5% disse não saber ou não respondeu.

A pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 30 de setembro, com um total de 602 eleitores, maiores de 16 anos, com o objetivo de levantar junto aos eleitores da área em estudo opiniões relacionadas a assuntos políticos e administrativos. O intervalo de confiança estimado em 95% tem a margem de erro máxima estabelecida em 4 pontos percentuais para mais ou para menos e está devidamente registrada no Tribunal Regional Eleitoral do CE. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

TRE tira dúvidas de juízes que irão presidir juntas eleitorais no Interior

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE) promoveu, na manhã desta segunda-feira (1º), encontro com os juízes que presidirão juntas eleitorais no interior do Estado. O objetivo da ação foi esclarecer possíveis dúvidas quanto a legislação eleitoral para os magistrados, que irão auxiliar as eleições nos 78 municípios cearenses que não possuem sedes de Zonas Eleitorais.

Nessas juntas, serão processadas todas as ocorrências registradas no dia da eleição. Segundo o presidente do TRE, Ademar Mendes Bezerra, os juízes vão contar ainda com poder de polícia, para coibir irregularidades que vierem a ocorrer no pleito.

“São ações como boca de urna, compra de votos e transporte de eleitores. O objetivo é garantir que as eleições ocorram da maneira mais tranquila possível”,declara.

Palestra
Durante a reunião desta segunda-feira, o juiz auxiliar da Corregedoria do TRE, Cléber de Castro Cruz, realizou palestra sobre a legislação eleitoral. Na ocasião, ele destacou pontos específicos sobre o uso do poder de polícia pelos magistrados e da apuração de votos.

"Descentralizando o poder das Zonas Eleitorais nessas juntas municipais, vamos agilizar a apuração, além de garantir a fluência legal do processo", diz.

Justiça afasta prefeito de Granjeiro e mais sete gestoresA medida atinge, além de Emanuel Clementino Grangeiro, o candidato à sua sucessão, José Rodrigues dos Reis


O prefeito do município de Granjeiro, Emanuel Clementino Grangeiro, a 458 km de Fortaleza, foi afastado do comando da gestão após medida cautelar concedida pelo juiz Gúcio Carvalho Coelho. A ação atinge ainda o chefe de gabinete José Wilson Ferreira, o ex-tesoureiro e atual candidato a prefeito, José Rodrigues dos Reis, e outros cinco servidores públicos da cidade.

Eles são acusados, segundo o Ministério Público do Estado do Ceará (MPE-CE), de integrar um esquema de desvio de recursos públicos, através de superfaturamento e fraudes em obras públicas. O caso também é investigado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A decisão judicial também determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal e a indisponibilidade de bens de todos os promovidos

O caso está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado do Ceará, através dos promotores de Justiça Leonardo Marinho de Carvalho Chaves, Lucas Felipe de Brito e Nestor Rocha Cabral. O Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará também investiga o esquema.

De acordo com as investigações, foi constatado que o prefeito de Granjeiro utilizou o nome da empresa Ômega Construtora Ltda., que sequer sabia de sua contratação, para fraudar a realização de seis obras públicas, realizando pagamentos muito superiores aos serviços executados. Alguns recursos teriam ido para obras não executadas, beneficiando o próprio prefeito, assim como outras pessoas e empresas envolvidas na supostafraude.

Cheques que deveriam servir para o pagamento das obras seriam apresentados em uma agência bancária e imediatamente transferidos os valores para as contas dos envolvidos. 

Acusados de participar do esquema:
Emanuel Clementino Grangeiro (prefeito), José Wilson Ferreira (chefe do gabinete), José Rodrigues dos Reis (tesoureiro), Antônio Gomes Silva (servidor público municipal), Aparecido Ferreira Lima (servidor público municipal), Meiryane Vieira Brito (servidor público municipal), Francisco Oliveira Sousa (servidor público municipal), Francisco Clementino Almeida (servidor público municipal), Margarida Maria Araújo de Alencar, Francisco Humberlan Pinheiro Soares, Cícero Cassiano de Souza, Autoposto Várzea Alegre Ltda., Indústria de Britagem do Cariri.

Supremo confirma que houve compra de apoio político no governo Lula


O STF (Supremo Tribunal Federal) selou nesta segunda-feira (1º) o entendimento de que o mensalão foi um esquema de desvio de dinheiro público para a compra de votos parlamentares e apoio político nos primeiros anos do governo Lula (2003-2010).
Para a maioria dos ministros, o objetivo era aprovar projetos de interesse do Executivo no Congresso, como a reforma da Previdência.
O esquema foi revelado pela Folha em 2005, em entrevista do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), dando origem ao principal escândalo do governo Lula e provocando uma CPI no Congresso.
Com esse julgamento, o Supremo rejeitou a tese da defesa de que houve um caixa dois eleitoral, defendido pelos acusados nos últimos sete anos e que beneficiaria os réus pois já estaria prescrito.
A decisão dos ministros também rebate a tese do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o mensalão era uma farsa.
Os ministros do STF já consideraram válida a primeira parte da acusação, a de que houve desvio de verbas públicas que, misturadas a empréstimos bancários fraudulentos, abasteceram o esquema que envolveu o empresário Marcos Valério, seus sócios e funcionários nas agências de publicidade, além da cúpula do Banco Rural.
Agora, só falta confirmar quem corrompeu. Estão entre os acusados o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e o ex-presidente do PT, José Genoino. O relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, deve começar a tratar dessa fatia na quarta-feira.
Até agora, o Supremo já condenou 21 dos 37 réus por crimes como, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. Entre eles estão os principais líderes do esquema: como Marcos Valério, a dona do Banco Rura, Kátia Rabello, além de Jefferson e dos deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e João Paulo Cunha.
Foram inocentados quatro réus : Geiza Dias, funcionária de Valério, Ayanna Tenório, do Banco Rural, Antonio Lamas, do ex-PL (atual PR) e do ex-ministro Luiz Gushiken, por falta de provas.
VOTOS
Em seus votos, os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello foram incisivos sobre a compra de votos no governo Lula.
José Antonio Dias Toffoli reconheceu a compra ao analisar a acusação contra os réus ligados ao ex-PL, atual PR.
O presidente do STF definiu o esquema como uma "arrecadação criminosa de recursos públicos e privados para aliciar partidos e corromper parlamentares". E completou: "projeto de continuísmo político idealizado por um núcleo político. [...] do que resultou na progressiva perpetuação de delitos em quantidades enlouquecidas." Ele disse que o mensalão movimentou pelo menos R$ 110 milhões, em valores da época.
Toffoli afirmou que "a tese de que os parlamentares dessa legenda [PL] apoiaram naturalmente as proposições do governo federal fica enfraquecida. Pelo contrário, a meu ver ficou bem explicitada a razão pela qual seria necessário cooptar apoio daqueles parlamentares".
Celso de Mello chamou os acusados de assaltantes de cofres públicos e Joaquim disse que os parlamentares ligados aos partidos aliados ao PT (PP, EX-PL, PMDB, E PTB) foram mercadorias.
Marco Aurélio disse que a "ordem natural das coisas afasta a possibilidade de reforço de caixa de partido". Que a seu ver houve "busca de uma base de sustentação" para aprovar "determinadas reformas".
As ministras Rosa Weber e Cármen Lúcia condenaram os líderes políticos acusados de corrupção passiva, mas preferiram não entrar no mérito da discussão sobre a compra de apoio parlamentar.
O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo, caracterizou o esquema como um sistema de pagamento de dívidas eleitorais por meio de caixa dois, dando razão aos réus do mensalão.

Desvios de verbas levam à prisão dezenas de gestores municipais

01.10.2012

Fraudes em licitações, com uso de empresas de ´fachada´ e ´laranjas´, esvaziaram os cofres públicos no Ceará

Faltando menos de uma semana para os cidadãos irem às urnas votar em seus candidatos a vereador e prefeito, vale uma reflexão sobre a escolha de seus representantes. Nos últimos dois anos, uma série de operações conjuntas do Ministério Público com as polícias Civil e Federal, no Ceará, deu cumprimento a cerca de 200 ordens de prisão contra políticos cearenses, gestores municipais e estaduais, funcionários do primeiro ao último escalão, além de empresários que protagonizaram seguidos de escândalos administrativos-financeiros com o dinheiro do povo.

As falcatruas lesaram os cofres públicos em muitos milhões de reais. Nem mesmo a Justiça tem um número exato do quantitativo de dinheiro que escoou pelo ralo da corrupção, através de tramas criminosas que passaram por fraudes em licitações públicas combinadas com crimes de falsificação de documentos, peculato, corrupção ativa e passiva, estelionato, formação de quadrilha e, por fim, enriquecimento ilícito dos envolvidos.

Na semana passada, a Reportagem fez um balanço de quase dois anos de operações desencadeadas a partir das investigações da Procuradoria de Combate aos Crimes Contra a Administração Pública (Procap), do Tribunal de Justiça do Estado e dos juízes e promotores das comarcas dos 184 Municípios do Ceará.

Cadeia
Desde 1011, as operações botaram na cadeia pelo menos, quatro prefeitos, dois ex-prefeitos, além de outras 126 pessoas, entre secretários municipais, membros de comissões municipais de licitação, servidores de diversos níveis, além de empresários que haviam montado empresas de ´fachada´ para dar uma aparente legalidade à derrama de dinheiro público que ia parar em contas bancárias dos gestores, de seus cúmplices e também de pessoas cooptadas como ´laranjas´.

A Polícia Federal tem atuado firme nas operações em apoio ao Ministério Público, recolhendo nas sedes das prefeituras, empresas e residências dos implicados, documentos e computadores que acabam virando prova dos golpes FOTO: KID JÚNIOR

Entre os prefeitos que foram para a cadeia estão, Pedro José Philomeno Gomes de Figueiredo (de Pacajus), Antônio Teixeira de Oliveira (Senador Pompeu), Sávio Pontes (Ipu) e Marcos Alberto Martins (Nova Russas). Também foi preso o ex-prefeito de Tianguá, Gilberto Moita.

O Ministério Público pediu, ainda, a prisão do prefeito de Ibaretama, Francisco Edson de Morais; e condenou a nove anos de cadeia o ex-prefeito de Ipaporanga, Antônio Alves de Melo.

Desembargadores, juízes, promotores e delegados reuniram, ao longo de dois anos, documentos que apontam para grupos criminosos agindo em prefeituras. São calhamaços de provas obtidas com a ajuda da Polícia Federal e de setores de Inteligência que comprovam os golpes.

Golpes: cifras estratosféricas
Os valores desviados dos cofres públicos, segundo as investigações da Polícia e do Ministério Público, são altíssimos. Na Prefeitura de Senador Pompeu, por exemplo, foram cerca de R$ 30 milhões. Em Pacajus, R$ 20 milhões, em Trairi, mais R$ 20 milhões; em Tianguá R$ 30 milhões e, em Ipu, R$ 3,1 milhões.

Somados os desvios, as autoridades avaliam ´por baixo´, quase meio bilhão de reais em falcatruas praticadas por gestores públicos nas prefeituras, com o recurso de empresas de ´fachada´ para dar legalidade ao ilegal. As autoridades estimam que os golpes se espalharam nos últimos quatro anos pelo Estado. Ao menos, 50 prefeituras estão ou já foram investigadas.

Cadeia
Uma das maiores operações neste sentido ocorreu na cidade de Senador Pompeu, no ano passado, quando, de uma só vez, 32 gestores, entre eles, o então prefeito, Antônio Teixeira de Oliveira e seu vice, Luís Flávio Mendes de Carvalho, o ´Luizinho do Inharé´, além de outras 29 pessoas, a maioria secretários municipais e membros da comissão de licitação, fugiram da cidade ao descobrir que a Justiça havia decretado suas prisões preventivas. O Município ficou literalmente abandonado por quase três semanas, até que fosse empossado um novo prefeito. Em outra operação, que abrangeu os Municípios serranos de Tianguá, São Benedito e Ibiapina, na Região da Ibiapaba, a Polícia prendeu 12 pessoas, todas acusadas de desviar recursos públicos da ordem de R$ 30 milhões através de fraudes em licitações para a contratação de serviços de construção civil, mão de obra e locação de veículos. Entre os acusados capturados, o empresário Carlos Kennedy e Gilberto Mota Filho, este último, filho do ex-prefeito de Tianguá que também foi preso por ocasião de outras ações da Polícia e do Ministério Público.

Mais golpes
Em Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza, os desvios de dinheiro da Prefeitura culminaram na prisão do prefeito Pedro José Philomeno Gomes Figueiredo e de vários assessores, entre eles, a filha e o genro.

Em Ibaretama, o prefeito Francisco Edson Moraes foi investigado sob a acusação de comandar um esquema de crimes como falsificação de documentos, peculato, fraude em licitações e ´lavagem´ de dinheiro. Ele acabou renunciando ao cargo.

O prefeito de Nova Russas, Marcos Alberto Martins Torres, também foi parar na cadeia com 21 outros gestores. A maioria dos implicados já está solta
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NOVA OLINDA 01/10/2012 Candidato do atual prefeito é indeferidoO candidato Ronaldo Sampaio (PSD), apadrinhado pelo atual prefeito de Nova Olinda, teria usado os festejos de São Sebastião, padroeiro do Município, como palanque da candidatura


O ex-presidente da Câmara Municipal e candidato a prefeito de Nova Olinda, Ronaldo Sampaio (PSD), teve ontem o registro de candidatura indeferido por abuso de poder político. Ronaldo é primo e candidato apadrinhado do atual prefeito do Município, Afonso Domingos Sampaio (PSDB).

Segundo a decisão expedida pela juíza Ana Raquel Colares dos Santos Linard, da 53ª Zona Eleitoral, Ronaldo utilizou os festejos de São Sebastião, padroeiro do Município, como palanque para sua candidatura.

O evento, festa tradicional na região, foi promovido pela Prefeitura de Nova Olinda e financiado com dinheiro público.

“Foi uma festa de forró do Município, que aconteceu em janeiro, onde várias pessoas fizeram propaganda do candidatura de Ronaldo Sampaio para a Prefeitura de Nova Olinda”, diz Ligia Lopes Sena, chefe de cartório da 53ª Zona Eleitoral do Ceará.

De acordo com outros servidores da Zona Eleitoral, a festa contou ainda com a presença de vereadores do Município. Na ocasião, os parlamentares, bem como diversos populares, teriam demonstrado apoio explícito à candidatura de Ronaldo.

Ministério Público
A suspensão foi provocada por Ação Investigação Judicial Eleitoral (Aije) movida pelo Ministério Público Eleitoral, e também envolve o atual prefeito do Município, Afonso Domingos Sampaio.

O candidato suspenso terá agora até três dias para entrar com recurso junto à 53ª Zona Eleitoral.

A reportagem tentou entrar em contato com o comitê de Ronaldo Sampaio, mas não obteve resposta nos telefones registrados pela coligação Nova Olinda Continuará Crescendo (PP-PTB-PMDB-DEM-PRP-PSDB-PSD) junto à Justiça Eleitoral.

A sucessão de Afonso Sampaio na Prefeitura de Nova Olinda é disputada por apenas um outro candidato: Gerlanio Sampaio (PSB), que também é primo do atual prefeito. (colaborou Amaury Alencar)

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

A sucessão de Afonso Domingos Sampaio na Prefeitura de Nova Olinda é disputada por duas candidaturas: Ronaldo Sampaio (PSD) e Gerlanio Sampaio (PSB), ambos primos do atual prefeito.