terça-feira, 25 de setembro de 2012

VOX POPULI:ELMANO E ROBERTO CLAUDIO LIDERAM;MORONI DESPENCA


A pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda-feira (24) mostrou mudança no cenário das pesquisas de intenção de voto. Roberto Cláudio (PSB) e Elmano de Freitas (PT) ultrapassaram Moroni Torgan (DEM) e assumiram a liderança na pesquisa realizada por este instituto.
Roberto Cláudio e Elmano empataram com 20% das intenções de voto. Moroni Torgan caiu para 17%. Heitor Férrer se manteve com 9%, logo à frente de Renato Roseno com 6%. Inácio Arruda ficou apenas com 4% e Marcos Cals com 3%.
O Vox Populi também divulgou os números referentes a rejeição. Assim, 29% dos eleitores afirmaram que não votariam de jeito nenhum em Moroni Torgan, 14% em Elmano de Freitas e 9% em Inácio Arruda e Roberto Cláudio.
A pesquisa foi encomendada pela Band/Jangadeiro e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Confira como ficou a pesquisa:
Intenção de voto:1- Elmano de Freitas – 20%
1- Roberto Cláudio -  20%
3- Moroni Torgan  - 17%
4- Heitor Férrer - 9%
5- Renato Roseno - 6%
6- Inácio Arruda - 4%
7- Marcos Cals - 3%
8- Francisco Gonzaga - 1%
Não citaram nenhum dos candidatos, branco e nulo  - 4%
Não sabe ou não respondeu -16%
Rejeição:
Moroni Torgan (DEM) – 29%
Elmano de Freitas (PT) – 14%
Inácio Arruda (PCdoB) – 9%
Roberto Cláudio (PSB) -  9%
Marcos Cals – (PSDB) – 3%
Francisco Gonzaga (PSTU) – 3%
Heitor Férrer (PDT) – 2%
André Ramos (PPL) – 1%
Renato Roseno (Psol) – 1%
Professor Valdeci  (PRTB) – 1%
Poderia votar em qualquer um dos candidatos – 8%
Não votaria em nenhum deles – 3%
Não sabe ou não respondeu – 17%

Eleições 2012- No Ceará, 30 municípios já receberam reforço policial


Quiem informa é a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado. Trinta municípios cearenses já receberam reforço da Polícia Militar antecipando as ações da “Operação Eleições 2012”.  A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, em conjunto com as vinculadas Polícia Civil e Polícia Militar, resolveu antecipar o envio de tropas para os municípios onde as campanhas se desenvolvem em clima acirrado.
A partir da manhã desta terça-feira, sete coroneis da Polícia Militar assumem comandos regionais também antecipando as ações da “Operação Eleições 2012”. São eles: Cel. Flares (Canindé); Cel. Soares (Russas), Cel. Roberto (Quixadá), Cel. Solano (Iguatu), Cel. Andrade (Juazeiro do Norte), Cel. Sérgio Costa (Itapipoca), Cel. Carlos (Crateús), e Cel. Macêdo (Sobral). Ainda nesta semana a SSPDS divulga o plano operacional da “Operação Eleições 2012″.
Municípios que já receberam reforço policial
Barreira, Hidrolândia, Nova Olinda, Iracema, Pedra Branca, Ipu, Tururu, Uruburetama, Tianguá, Santana do Cariri, Guaraciaba do Norte, Orós, Icó, Morada Nova, Icapuí, Lavras da Mangabeira, Cedro, Catarina, Morrinhos, São Luís do Curu, Santa Quitéria, Saboeiro, Cariús, Acopiara, Caririaçu, Aracati, Alto Santo, Potiretama, Tabuleiro do Norte, e Itarema.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

TSE – Eleitor levará em média 40 segundos para votar


“A onze dias do primeiro turno das eleições municipais, marcado para 7 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou hoje (24) que o tempo médio de votação será 40 segundos. O cálculo se baseou em informações coletadas em eleições anteriores. O tempo de votação foi calculado a partir do momento em que o eleitor se dirige à urna até o instante em que confirma o voto para o segundo cargo.
No próximo dia 7, o eleitor votará primeiro para vereador, depois para prefeito. Em cidades com mais de 200 mil habitantes, se o primeiro colocado não obtiver mais de 50% dos votos, haverá segundo turno. No dia 28 de outubro, está marcado o segundo turno das eleições municipais.
No pleito municipal de 2008, cada eleitor levou 31 segundos, em média, para votar nos candidatos a prefeito e a vereador, em 5.563 municípios. Agora as eleições ocorrem em 5.568 municípios. Já o tempo médio de atendimento ao eleitor foi de 39 segundos, em 2008, segundo o TSE. O tempo de atendimento é calculado a partir da digitação do número do título do eleitor por parte do mesário até a confirmação do voto no segundo cargo.
A Justiça Eleitoral estimula que os eleitores levem a chamada cola no dia da votação. No papel devem conter os números de seus candidatos. O TSE colocou à disposição um modelo de cola que pode ser imprimido e preenchido com os dados dos candidatos a prefeito.
Pelo calendário eleitoral, o TSE fixou hoje (24) como último dia para os partidos políticos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público impugnarem os programas usados nestas eleições. Amanhã (25), será o último dia para a reclamação contra o quadro geral de percursos e horários programados para o transporte de eleitores no primeiro e eventual segundo turnos de votação. Na próxima quinta-feira (27), será o último dia para o eleitor requerer a segunda via do título eleitoral dentro do seu domicílio eleitoral.”
(Agência Brasil)

TRE amplia municípios-termo


O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Ceará vai instalar pontos remotos para transmissão de dados de 19 municípios-termo do Estado. A medida objetiva oferecer celeridade maior à transmissão dos resultados da votação eletrônica, uma vez que estes municípios ficam distantes do município-sede da zona eleitoral, de onde, normalmente, são feitas as transmissões de dados para o TRE. Outro problema considerado é que algumas localidades apresentam difícil acesso, acarretando demora no trajeto até a sede.

A novidade já tinha sido implementada pela Secretaria de Tecnologia da Informação, em caráter experimental, nas eleições de 2008 em dois municípios, Ocara e Piquet Carneiro.

Na ocasião, se observou ganhos importantes com a diminuição de 3 horas e 4h17m, respectivamente, no tempo de transmissão dos resultados para o TRE. Piquet Carneiro, por exemplo, tinha finalizado a transmissão do resultado de 2006 às 23h35min. Já em 2008, o TRE recebeu os resultados finais do município às 19h18m. Em 2010, foram 8 os municípios-termo contemplados com a novidade, e em todos eles houve considerável agilidade no recebimento dos resultados das urnas.

Neste ano, serão instalados pontos remotos nos seguintes municípios-termo: Palmácia, Banabuiu, Icapuí, Piquet Carneiro, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Itatira, Paramoti, Poranga, Irauçuba, Tejuçuoca, Dep. Irapuan Pinheiro, Catarina, Madalena, Ocara, Croatá, Quiterianópolis e Amontada. Todos eles transmitirão os resultados diretamente para o TRE, sendo que Amontada também enviará os dados de Miraíma.

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

O objetivo principal do projeto do TRE é garantir que as informações relacionadas ao voto do eleitor circulem dentro do sistema com rapidez e segurança.

Trairi – Novo presidente da Câmara Municipal assumirá a Prefeitura


“Após seis dias sem prefeito, o município de Trairi, a 124 quilômetros de Fortaleza, terá hoje um novo gestor para assumir o gabinete onde despachava Josimar Moura Aguiar (PRB), o prefeito Mazim, afastado do cargo na última quarta-feira, acusado de fraude em 33 processos de licitação. Em uma sessão legislativa marcada para a tarde de hoje na Câmara Municipal, o vereador que assumir a presidência da Casa irá, na verdade, sentar-se à cadeira do prefeito da Cidade.
Durante a gestão à frente do Município, Mazim teria desviado R$ 19,6 milhões dos cofres públicos. Depois de anunciada a decisão que o afastou do cargo, mais uma ordem judicial desmontou o município de Trairi: todos os líderes da cidade que deveriam, sucessivamente, assumir a gestão em caso de ausência do prefeito foram presos pela Polícia Federal acusados de corrupção eleitoral e formação de quadrilha.
Vice-prefeito, presidente da Câmara de Vereadores e procurador-geral do Município fariam parte de um esquema de compra de votos com recursos públicos para favorecer a candidatura de Magno Magalhães (PPS), postulante apoiado pelo prefeito nas eleições deste ano.
Por conta disso, Trairi passou seis dias sem gestor. Hoje, três suplentes ocuparão cadeiras que ficaram em aberto na Câmara Municipal da Cidade. Na mesma sessão, o Legislativo Municipal elegerá a nova Mesa Diretora da Casa. O vereador que assumir a presidência da Câmara irá, então, ocupar a Prefeitura Municipal da Cidade.
Na atual legislatura, nove parlamentares ocupam as cadeiras da Câmara Municipal de Trairi. Poderão assumir a gestão da Cidade na tarde de hoje os vereadores Doutora Marlene (PT), Doutor Rinaldo (DEM), Henrique Mauro (PSD), Maro Wilson (DEM), Silza Sales (PSL) e Marcio Alves (PDT).
Assumirão como suplentes: Margarida Maria de Castro (DEM), Eronildo dos Santos (PRB) e Zé Nilson (PRB). Eles ocuparão, respectivamente, as cadeiras deixadas pelos vereadores Magno Magalhães (PPS), Oneide (PRB) e Antonio Barros (PSL). Todos foram afastados da Câmara e são investigados pela Justiça.”

Colombiano pode ser o 1º estrangeiro a governar uma capital

Até o mês passado tratado como zebra na disputa pela Prefeitura de Palmas, um colombiano de 51 anos é o novo fenômeno eleitoral do Norte do país e pode se tornar o primeiro estrangeiro a governar uma capital brasileira.
Dono de um patrimônio de R$ 18 milhões (é o quarto candidato mais rico do país), Carlos Amastha (PP) passou de 1% para 47% nas pesquisas de intenções de voto em menos de quatro meses e deixou para trás candidatos apoiados pelo governador do Estado e pelo prefeito da cidade.
Amastha disputa sua primeira eleição, sem o respaldo das elites políticas do Estado. Sempre num sotaque carregado, usa seus discursos para falar de mudanças e de empreendedorismo.
Em campanha, o dono do maior shopping do Estado procura minimizar a imagem do milionário: dança no palanque, distribui beijos e não abre mão da camisa xadrez.
"Sou um empresário de esquerda. Lia [Karl] Marx em casa no café, almoço e no jantar", diz à Folha o candidato, que em outro momento da conversa defende o "luxo de ter uma Ferrari, uma Maserati". "Tenho culpa de ter acumulado um patrimônio?"
Filho de um médico comunista, Amastha nasceu em Barranquilla. Ainda no norte da Colômbia, estudou em colégios católicos e abandonou o curso de engenharia de produção no terceiro ano.
Aos 17, com seu primeiro carro, um Renault 4, já era sócio da mãe fazendo transporte escolar. Pouco depois, começou a trabalhar para uma multinacional argentina que vendia cursos de inglês.
"Falaram que iriam abrir escritório no Brasil, o que me motivou muito. Imaginava um país de praia, carnaval e exuberância. Assim como a costa caribenha que amo."
Mas acabou em Curitiba, longe da praia, aos 22. Cinco meses depois, já estava casado com a brasileira Glô, com quem tem três filhos: Fernando, 28, Carlos, 27, e Ana, 25.
Naturalizado brasileiro, Amastha chegou ao TO em 1999, como sócio do ex-ministro da Saúde Luiz Carlos Borges da Silveira num projeto de educação à distância. Em 2007, construiu um shopping em Palmas e começou a ficar mais conhecido por lá.
Naquele mesmo ano, seria indiciado pela Polícia Federal na operação Moeda Verde, por suspeita de falsidade ideológica. A ação apurou fraudes imobiliárias em Florianópolis, onde ele também erguera um shopping.
"Denunciei as falcatruas de licenciamento ambiental. Pessoas ligadas a um concorrente começaram a falar de mim, do colombiano traficante e todos os clichês. Mas é inverdade", diz ele, que acabou de fora do processo.
Divulgação
O candidado à Prefeitura de Palmas Carlos Amastha (PP)
O candidado à Prefeitura de Palmas Carlos Amastha (PP)
POLÍTICA
Amastha é diretor-presidente do grupo Skipton, que atua na área de incorporação de shoppings e tecnologia de informação em toda a América Latina. Após negar interesse por cargos públicos, em 2011, diz agora que se envolveu "naturalmente" com a política durante debates do Plano Diretor da cidade.
"Publiquei na internet uma carta contra a expansão do Plano Diretor e, no dia seguinte, o tema na Câmara era o colombiano. Um empresário que contribuía com a cidade estava sendo criticado por dar opinião. O sangue subiu e vi que precisava fazer alguma coisa", afirmou.
O professor de política José Manoel Miranda, da UFT (Universidade Federal do Tocantins), diz que o "fenômeno Amastha" pode estar ligado à rejeição do eleitorado a grupos políticos tradicionais.
Para ele, há desgaste dos padrinhos políticos dos principais rivais do colombiano --o governador Siqueira Campos (PSDB) apoia Marcelo Lelis (PV), e o prefeito Raul Filho (PT) defende Luana Ribeiro (PR). Governador e prefeito são suspeitos de ligação com o grupo do empresário Carlinhos Cachoeira.
"Por não ter padrinho e nunca ter sido político, ele acaba representando resposta nova ao eleitor", afirma.
Miranda vê ainda a condição de estrangeiro como trunfo. "Como a cidade é nova, formada por migrantes de todo o Brasil em busca de oportunidade, um empresário estrangeiro consegue falar a mesma língua dos eleitores."
Com o ex-senador Adir Gentil (DEM) como braço direito e marqueteiros que já trabalharam com Siqueira, Amastha defende o candidato que canta, beija e dança.
"Este sou eu. Comecei a vida vendendo curso de inglês de porta a porta. Nasci no Caribe, sou baiano, musical. Os marqueteiros me aconselham a fazer isso ou aquilo, eu digo não. Se tiver que mudar minha maneira de ser, não quero. Take me or leave it [leve-me ou deixe, em inglês]."

 Verba de R$ 1 bilhão para universidades fica sem uso

Uma verba de R$ 1 bilhão destinada ao financiamento de melhorias das universidades do país a juros mais acessíveis está parada, sem uso, desde abril do ano passado.
O dinheiro faz parte de um programa do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação.
Ele pode ser usado para financiar de obras e compra de equipamentos e de softwares a gastos com capacitação e treinamento para gestão.
O problema, segundo as universidades, é que o acesso ao dinheiro disponibilizado pelo IES (Programa de Melhoria do Ensino das Instituições de Educação Superior) possui uma lista de requisitos extensa, o que dificulta o pedido de empréstimo.
Entre as exigências estão a adesão a programas para o ensino superior, como o Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) e o Prouni (Programa Universidade para Todos). A instituição também tem que ter boa avaliação do MEC.
OBSTÁCULOS
"Esses obstáculos impedem as instituições de acessarem o recurso. E as mais punidas são as que mais precisam", disse o diretor-executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior, Sólon Caldas.
"Se o objetivo é financiar a melhoria do ensino, isso não está sendo alcançado."
Segundo Caldas, como alternativa, as instituições de ensino superior têm recorrido aos bancos comerciais, que têm juros maiores.
O pró-reitor do Centro Universitário de Votuporanga (a 521 km de São Paulo), Marcelo Casali Casseb, afirmou que para os investimentos têm priorizado financiamentos do BNDES não vinculados ao MEC. "Estes [do MEC] são extremamente burocráticos."
Já o problema apontado pela Universidade Estácio é outro. Com ações negociadas na Bolsa de Valores, a empresa tem, atualmente, a maioria do capital estrangeiro. "Por isso, não podemos acessar o BNDES", disse o diretor-financeiro, Virgílio Gibbon.
Segundo ele, o recurso do BNDES poderia ser usado para ampliar a distribuição de tablets para todos os alunos.
SEGUNDA VERSÃO
Esta é a segunda versão do IES. A primeira vigorou de 1997 a 2007 e contratou R$ 525,7 milhões dos R$ 900 milhões disponíveis. De acordo com relatório do BNDES, 48 instituições conseguiram ter acesso ao financiamento.
No período, o número de matrículas presenciais nas universidades aumentou 163% e o total de instituições privadas subiu 195%, segundo o mesmo relatório.
OUTRO LADO
Devido ao fracasso do IES, o BNDES alterou a forma de concessão de financiamento do programa na expectativa de, a partir de agora, obter uma maior demanda das instituições de ensino superior.
Segundo a direção do banco, as universidades podem acessar o financiamento de forma automática, que permite liberação inferior a R$ 20 milhões. Antes, o IES só permitia apoio não automático, acima de R$ 20 milhões.
O banco disse, ainda, que não "é de surpreender que a demanda tenha sido baixa considerando que a maior parte das instituições de ensino superior é de pequeno e médio porte" no Brasil.
O BNDES reconheceu o excesso de requisitos ao pontuar que existem outras linhas de financiamento com taxas equivalentes, como as direcionadas a micro, pequenas e médias empresas.
O banco informou ainda que não comentaria a regra que impede o crédito às instituições de ensino com a maioria do capital controlada por estrangeiros por ser uma decisão do governo.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

GANSO ASSINA CONTRATO COM O SÃO PAULO POR CINCO ANOS


Depois de protagonizar uma novela que durou quase um mês, Paulo Henrique Ganso acertou sua saída do Santos e assinou contrato para ser jogador do São Paulo. O contrato do meia com o clube do Morumbi terá duração de cinco temporadas. O acordo foi selado por volta da 0h50 desta sexta-feira.
"Estou muito feliz. Uma alegria enorme. Um desejo realizado. Desde que o São Paulo mostrou interesse em me contratar, minha disposição era acertar logo. Agradeço o interesse dos outros clubes, mas o São Paulo mexeu comigo. Agora que deu tudo certo, não vejo a hora retribuir todo esse esforço da diretoria dentro de campo e representar bem a nação tricolor", disse o jogador.
Divulgação/Rubens Chiri/saopaulofc.net
Ganso mostra camisa com seu nome após assinar contrato com o São Paulo
Ganso mostra camisa com seu nome após assinar contrato com o São Paulo
Ontem à tarde, representantes do São Paulo e do DIS se reuniram em São Paulo, e, em contato com cartolas santistas pelo telefone, apararam as últimas arestas que restavam para concretizar a ida de Ganso para o clube tricolor.
Por volta das 14h, as questões pendentes estavam resolvidas. Mas São Paulo e DIS hesitavam em dar por encerrada a negociação.
Como a novela produzia capítulos novos sempre que parecia estar acabando, as partes só respiraram aliviadas no momento em que o acordo foi selado.
Na Vila Belmiro, Ganso se encontrou com Roberto Moreno e Thiago Ferro, representantes do DIS, Adalberto Baptista, diretor de futebol do São Paulo, e membros da diretoria do Santos. A reunião, que se estendeu pela madrugada, serviu para ser feito o distrato do meia com o Santos e consumar sua contratação pelo clube do Morumbi.
A duração do contrato do jogador com o São Paulo será de cinco temporadas e com vencimentos de R$ 300 mil aproximadamente --no Santos, Ganso recebia R$ 130 mil.
Para fechar o acordo, a diretoria do Santos fez uma negociação com o DIS, grupo que representa Ganso. O clube, que teve 20% de suas receitas penhoradas para quitar uma dívida com o fundo, quis alterar a penhora. Propôs colocar como garantia o centro de treinamento das categorias da base do time.
A oferta foi aceita pelos investidores. Mas a ação na Justiça continuará tramitando. A intenção do Santos ao mudar a penhora é não comprometer suas receitas de patrocínios, direitos de televisão e bilheteria, que servem para o pagamento dos salários da equipe, para pagar a dívida.
Este ponto era a última questão que impedia a realização do acordo. Pois entre São Paulo e Santos já estava tudo certo. O presidente Juvenal Juvêncio aceitou pagar à vista a quantia exigida para a liberação do meia. Depositará R$ 23,9 milhões de uma só vez na conta santista.
Para chegar a esse montante, o São Paulo precisou da colaboração do DIS, que participa da operação com R$ 7,5 milhões. Assim, o clube ficará com 38% dos direitos de Ganso, enquanto os investidores aumentarão sua parte, chegando a ter 62% do meia.
O acordo entre São Paulo e Santos prevê também uma participação sobre os lucros de uma futura venda de Ganso. O clube litorâneo vai receber 5% dos lucros sobre 45% dos direitos do meia.
A ideia do São Paulo e dos representantes de Ganso é que o jogador realize os exames médicos em seu novo clube ainda hoje. A apresentação não tem data definida.
O atleta vem se recuperando de uma lesão na coxa, mas não comparece para tratamento na Vila Belmiro desde a última sexta-feira.
Revelado pelo Santos, Ganso estreou pelo time em 2008. Desde então participou de 162 jogos e marcou 36 gols. Foi campeão da Libertadores-2011, três vezes campeão Paulista (2010, 2011 e 2012) e campeão da Copa do Brasil-2010.
A última partida pelo Santos foi diante do Bahia, em 29 de agosto, na derrota por 3 a 1, na Vila Belmiro. Na ocasião, Ganso foi hostilizado pela torcida santista, que atirou moedas e chamou o jogador de mercenário.
NOVELA
Antes de fechar a negociação, o São Paulo fez quatro propostas para ter o atleta ainda neste ano --a inscrição para o Campeonato Brasileiro termina na sexta-feira.
Já no último sábado, o São Paulo em parceria com a DIS conseguiu chegar à quantia de R$ 23,8 milhões. Na composição, os investidores, que já detinham 55% dos direitos de Ganso, aumentariam sua participação e o time tricolor ficaria com um percentual menor.
Com a composição, o São Paulo fez nova proposta, mas o Santos recusou por não concordar com a forma de pagamento.
Na terça-feira, o time do Morumbi concordou com o pagamento à vista dos R$ 23,9 milhões referente aos 45% que o clube da Vila Belmiro tem sobre o jogador. O Santos ainda colocou um novo obstáculo, que foi concluído hoje com o entendimento entre o clube do Litoral e a DIS.

Isto é Paulo Henrique Ganso

 Ver em tamanho maior »
Eduardo Knapp - 2.jun.12/Folhapress
AnteriorPróxima
Paulo Henrique Ganso brinca com bola de pólo durante evento em Inadaiatuba