quinta-feira, 2 de agosto de 2012


 BATE BOCA ENTRE MINISTROS MARCA PRIMEIRO DIA DE JULGAMENTO DO MENSALÃO

A primeira sessão do julgamento da ação penal do mensalão nesta quinta-feira (2) no STF (Supremo Tribunal Federal) começou com uma longa discussão sobre o desmembramento da ação.
Das cinco horas diárias previstas para analisar o caso, ao menos quatro foram usadas para debater a questão neste primeiro dia.
A proposta de desmembrar a ação foi feita por Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça e advogado do réu José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural.
Thomaz Bastos questionou a legitimidade do Supremo para julgar o caso, já que o processo mistura réus com foro privilegiado - que só podem ser julgados pelo STF - com réus comuns, que têm direito a ser julgado na Justiça comum.
Nelson Jr./Divulgação/SCO/STF
Plenário do Supremo iniciou a primeira sessão destinada ao julgamento do mensalão
Plenário do Supremo iniciou a primeira sessão destinada ao julgamento do mensalão
'DELEAL'
Após Joaquim Barbosa dizer ser contra desmembrar o processo, o ministro Ricardo Lewandowski votou a favor de que a ação fosse separada. Barbosa, então, classificou como "desleal" Lewandowski fazer tal defesa no dia do julgamento.
"O senhor é revisor da ação há exatamente dois anos, poderia ter feito esse questionamento há meses", disse Barbosa.
Barbosa afirmou que seu colega de tribunal votou contra o desmembramento em diversas ocasiões anteriores, mas, hoje, no dia que começa o julgamento, questionou a decisão. "Ele coloca em jogo a credibilidade".
Nove dos onze ministros votaram contra a questão de Thomaz Bastos, contra dois a favor -- além de Lewandowski, Marco Aurélio de Mello.
Sergio Lima/Alan Marques/Folhapress
Os ministros do STF Joaquim Barbosa (à esq.) e Ricardo Lewandowski
Os ministros do STF Joaquim Barbosa (à esq.) e Ricardo Lewandowski
IMPEDIMENTO
O ministro Antonio Dias Toffoli, que começou o julgamento sob pressão para que se declarasse impedido, deu sinais de que vai participar da votação.
Ex-advogado do PT e ex-assessor de um dos réus do mensalão, Toffoli votou sobre o desmembramento do processo no STF --foi contra. Ao começar a explicar sua opinião sobre a questão de ordem, deu indicação que se preparou para votar. "No voto que preparei para este caso."
Ao final da sessão, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que tem a prerrogativa de pedir o afastamento do ministro, afirmou que decidiu não questionar a suspeição e o impedimento de Toffoli para não atrasar a análise do caso.
Gurgel disse que a participação de Toffoli era uma "questão pessoal" dele.
POWER POINT
Outro pedido de advogado ameaçou atrasar ainda mais a sessão de hoje. Alberto Zacharias Toron, defensor do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), tentou questionou decisão do Supremo que vetou o uso de recursos audiovisuais pela defesa, como Power Point.
O presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, irritou-se com a questão, que já tinha sido rejeitada ontem, e sequer colocou a questão para ser votada.
RELATÓRIO
Quando, enfim, a análise da ação penal começou, o ministro relator, Joaquim Barbosa, foi breve e falou por menos de uma hora. Barbosa leu um resumo do seu relatório, que originalmente tem 122 páginas.
O relator explicou quem são os réus, quais as acusações que pesam sobre eles e o que dizem em suas defesas.
Com o atraso da sessão, a leitura da acusação pelo procurador-geral Roberto Gurgel, ficou para amanhã.
O julgamento, que começou hoje, não tem prazo para acabar.

Julgamento do mensalão

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José Cruz/Divulgação/ABr
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Márcio Thomaz Bastos, advogado do ex-dirigente do Banco Rural José Roberto Salgado, fala à imprensa durante intervalo do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão

quarta-feira, 1 de agosto de 2012


 OPERADORAS DARÃO EXPLICAÇÕES AO SENADO SOBRE SERVIÇOS DEPLORÁVEIS DE TELEFONIA CELULAR

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Em reunião extraordinária nesta quarta-feira (1º), a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) aprovou requerimento para realização de audiência pública destinada a averiguar a situação e a qualidade do serviço móvel pessoal de telefonia, bem como debater a atuação e os investimentos das operadoras e as medidas adotadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O requerimento foi apresentado pelo presidente da Comissão, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), e pelo senador Walter Pinheiro (PT-BA).
O presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), solicitou que a audiência pública fosse feita em conjunto com sua comissão, onde já apresentou pedido para debate semelhante. O presidente da CCT aprovou a idéia e sugeriu que a audiência seja marcada para a próxima quarta-feira (8), antes da aprovação dos planos de investimentos a serem apresentados pelas operadoras à Anatel.
Eduardo Braga protestou contra o “serviço deplorável” de telefonia móvel prestado no estado do Amazonas e sugeriu, como engenheiro eletricista por formação, a portabilidade do sinal entre as diversas plataformas tecnológicas. Atualmente, explicou, uma companhia não pode utilizar as torres de transmissão de outra, o que piora a amplitude do sinal e dificulta os investimentos. O senador lembrou que as empresas não cumpriram os planos de investimentos aprovados anteriormente pela Anatel e contestam na Justiça as multas aplicadas pela Agência. Um dos motivos alegados para o não cumprimento dos planos é a falta de licença ambiental, afirmou Eduardo Braga, pelo que saudou a participação da CMA na audiência pública.
O senador Sérgio Souza (PMDB-PR) salientou a importância da audiência pública estar sendo pedida por Eduardo Braga, líder do governo, e por Walter Pinheiro, líder do PT. Este também defendeu o compartilhamento das redes de telefonia, salientando que na Europa não é mais necessário digitar o número das operadoras. O vice-presidente da CCT, senador Gim Argello (PTB-DF), lembrou que 90% das reclamações de cobranças indevidas no Paraná foram consideradas procedentes. O senador Anibal Diniz (PT-AC) parabenizou os autores do requerimento.

 Mombaça: NELSON BENEVIDES, PAI DOS MÉDICOS ASSASSINADOS TEM CANDIDATURA IMPUGNADA


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A candidatura do médico Nelson Benevides (PSB) à Prefeitura de Mombaça foi impugnada por decisão da Justiça Eleitoral. A medida atendeu a um pedido do Ministério Público Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Ex-prefeito dessa cidade, ele teria contratado servidores, de forma irregular, o que caracteriza ato de improbidade administrativa.
Com a saída de Nelson Benevides, a disputa à prefeitura de Mombaça fica entre os candidatos Evaldo Filho (PT), Dr. Leleco (PMDB) e Ecildo Filho (PSD).
DETALHE – Nelson Benevides é o pai dos irmãos Marcelo e Leonardo Teixeira, estudantes de Medicina, que foram assassinados no estacionamento de uma churrascaria de Iguatu em 2007. O crime foi cometido pelo ex-Capitão da PM, Daniel Bezerra.

 Mombaça: NELSON BENEVIDES, PAI DOS MÉDICOS ASSASSINADOS TEM CANDIDATURA IMPUGNADA


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A candidatura do médico Nelson Benevides (PSB) à Prefeitura de Mombaça foi impugnada por decisão da Justiça Eleitoral. A medida atendeu a um pedido do Ministério Público Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Ex-prefeito dessa cidade, ele teria contratado servidores, de forma irregular, o que caracteriza ato de improbidade administrativa.
Com a saída de Nelson Benevides, a disputa à prefeitura de Mombaça fica entre os candidatos Evaldo Filho (PT), Dr. Leleco (PMDB) e Ecildo Filho (PSD).
DETALHE – Nelson Benevides é o pai dos irmãos Marcelo e Leonardo Teixeira, estudantes de Medicina, que foram assassinados no estacionamento de uma churrascaria de Iguatu em 2007. O crime foi cometido pelo ex-Capitão da PM, Daniel Bezerra.

 Mombaça: NELSON BENEVIDES, PAI DOS MÉDICOS ASSASSINADOS TEM CANDIDATURA IMPUGNADA


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A candidatura do médico Nelson Benevides (PSB) à Prefeitura de Mombaça foi impugnada por decisão da Justiça Eleitoral. A medida atendeu a um pedido do Ministério Público Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Ex-prefeito dessa cidade, ele teria contratado servidores, de forma irregular, o que caracteriza ato de improbidade administrativa.
Com a saída de Nelson Benevides, a disputa à prefeitura de Mombaça fica entre os candidatos Evaldo Filho (PT), Dr. Leleco (PMDB) e Ecildo Filho (PSD).
DETALHE – Nelson Benevides é o pai dos irmãos Marcelo e Leonardo Teixeira, estudantes de Medicina, que foram assassinados no estacionamento de uma churrascaria de Iguatu em 2007. O crime foi cometido pelo ex-Capitão da PM, Daniel Bezerra.

 Eleições 2012: ILÁRIO MARQUES TEM CANDIDATURA BARRADA EM QUIXADÁ

A candidatura do ex-prefeito José Ilário Gonçalves Marques à prefeitura de Quixadá, pelo Partido dos Trabalhadores (PT), foi negada pelo juiz da 6ª Zona Eleitoral, Fabiano Damasceno Maia. A decisão saiu no fim da tarde desta quarta-feira, 1º.
A sentença em 1ª instância acata pedido do Ministério Público Estadual,  que já havia solicitado a impugnação da candidatura no início do mês passado.
O petista tem contas desaprovadas em gestões anteriores. A notícia não surpreendeu Ilário. Ele afirmou que irá recorrer da decisão.
Com informações do Revista Central


Cirilo Pimenta tem candidatura deferida em Quixeramobim

O juiz eleitoral da 11º Zona  eleitoral de Quixeramobim, Fabrício de Vasconcelos Mazza, deferiu, nesta terça-feira, a candidatura a prefeito do deputado estadual Cirilo Pimenta (PSD). Havia questionamento com base em relatório do Tribunal de Contas dos Municípios. A nota do TCM não apontava, no entanto, para improbidade administrativa.
Cirilo Pimenta conta com apoio de uma coligação formada por 12 partidos. Ele é também respaldado pelo atual prefeito, Edmilson Júnior, e pelo deputado federal Antônio Balhamann (PSB).