quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012





A Polícia Militar da Bahia informou nesta quarta-feira (1º) que cerca de 800 PMs estavam nas dependências da Assembleia Legislativa do Estado, no primeiro dia de greve da categoria, convocada pela Aspra (Associação de Policiais, Bombeiros e seus Familiares).
A informação é do diretor de Comunicação da corporação, coronel Gilson Santiago. Segundo ele, o contingente total da PM na Bahia é de 32 mil homens e mulheres. Já os grevistas falavam em uma adesão de policiais em quase cem municípios. O Estado tem 417 cidades.
O governador em exercício do Estado, Otto Alencar (PSD), minimizou a paralisação, decretada na noite desta terça-feira (31). Ele disse que não há motivo para a população se sentir insegura. “Conversei com o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o comandante da PM, coronel Alfredo Castro. Eles disseram que está tudo sob controle.”
O presidente da Aspra, Marcos Prisco, relatou que policiais da Choque e da Rondesp (Rondas Especiais) estavam aquartelados, o que também foi negado pela PM, por meio da assessoria de imprensa.
Entre as reivindicações dos grevistas estão um reajuste de 17%, passando por incorporações de gratificação ao soldo (remuneração), regulamentação do pagamento de auxílio acidente, periculosidade e insalubridade. Atualmente, um soldado recebe R$ 2.300. O governo não reconhece a representatividade da entidade. Por isso não fez uma contraproposta.
A Central de Telecomunicações da Polícia Militar e Civil negou que durante o dia ocorreram arrastões nos bairros da Pituba e centro da cidade. No entanto, na 35ª Companhia da Polícia Militar controlou uma tentativa de arrastão na avenida Tancredo Neves –centro econômico de Salvador. Um grupo de 15 pessoas –sendo 11 menores– tentou assaltar as pessoas que passavam pelo local.
Os adultos foram levados para a 16ª delegacia, na avenida Magalhães Neto, e os adolescentes foram encaminhados ao Derca (Delegacia Especializada de Crime contra Criança e Adolescente), em Brotas. A polícia disse que a situação foi controlada.
Alguns lojistas da avenida Sete de Setembro, no centro de Salvador, liberaram seus funcionários mais cedo.
No início da noite desta quarta-feira, policiais associados à Aspra bloquearam ruas do Centro Administrativo da Bahia, onde ficam as sedes do governo Estadual, Ministério Público e Judiciário. Policiais do Esquadrão Águia chegaram em dez motos para dispersar a manifestação.
(Folha)

Metrofor é condenado a indenizar funcionário aposentado por invalidez

A juíza Maria Valdenisa de Sousa Bernardo, da 22ª Vara Cível do Fórum Clóvis Beviláqua, condenou a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor) a pagar R$ 10.037,64 para J.F.R.C.. Ele foi prejudicado por não receber seguro referente à aposentadoria por invalidez.

Segundo o processo (nº 2008.0030.9618-8/00), o funcionário trabalhava na Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e foi transferido, em julho de 2002, para o Metrofor, que sucedeu a CBTU na operação do sistema de trens urbanos no Estado do Ceará. Em abril de 2006, o empregado foi submetido a exame médico, por meio de perícia da Previdência Social, que diagnosticou quadro grave de hipertensão.
J.F.R.C. foi considerado incapaz para o trabalho, o que motivou a aposentadoria por invalidez. Mais de um ano depois, ele soube que a Companhia tinha contrato com uma empresa, que previa pagamento de seguro para os casos de invalidez permanente de empregados.
Ao solicitar o valor, soube que o Metrofor não havia comunicado à seguradora a ocorrência da aposentadoria por invalidez. Como o prazo havia se encerrado, não poderia reclamar o benefício à seguradora.
Inconformado, recorreu à Justiça, em setembro de 2008, requerendo indenização por danos morais e materiais contra o Metrofor. Afirmou que teve os direitos prejudicados por conta da omissão. A empresa, na contestação, argumentou que o contrato de seguro foi celebrado em julho de 2005. Por esse motivo, a responsabilidade seria da CBTU.”
(Site do TJ-CE)
Ao analisar o processo, a magistrada destacou que os contratos de trabalho firmados anteriormente com a empresa sucedida não são afetados. Além disso, a sucessora deve assumir as obrigações trabalhistas, pois a mudança na estrutura jurídica empresarial não atinge os contratos dos empregados, nem os direitos adquiridos dos profissionais.
A juíza reconheceu o dano material e indeferiu o pedido de reparação moral por entender que houve aborrecimento, mas que não atingiu a honra ou trouxe constrangimentos. Sobre o valor da condenação deve incidir atualização monetária e juros de 1% ao mês, a partir da citação.

STF interrompe julgamento sobre limitação de poderes do CNJ

O Supremo Tribunal Federal (STF) interrompeu no início da noite desta quarta-feira (1º) o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adi) 4.638, que questiona a competência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para investigar magistrados antes das corregedorias dos tribunais de justiça nos estados.
Após a leitura do voto do relator, o ministro Marco Aurélio de Mello, os demais integrantes da Corte discutiram ponto a ponto as prerrogativas do CNJ, mas nenhum outro ministro chegou a proferir o voto. O início da sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do qual três ministros do STF são integrantes, impossibilitou a continuidade do julgamento. O tema deve voltar à pauta na sessão desta quinta-feira (2).
Marco Aurélio, relator, avaliou a Adi de forma favorável à Associação de Magistrados do Brasil (AMB), que propôs a ação:
- Esse órgão, sob a justificativa de normatizar procedimentos, não pode invadir as competências dos tribunais nem a seara de atuação do legislador – disse ele, para depois sugerir que o tema estaria sendo interpretado de acordo com as “paixões”:
- Em tempos de crise, é necessário tomar cuidado para que paixões não editem atos que, em especial, atinjam os interesses da Constituição.
O STF está dividido sobre o tema. Em dezembro, Marco Aurélio concedera liminar determinando que a corregedoria do CNJ interrompesse a investigação de magistrados, sustentando que a tarefa deve caber primeiro às corregedorias estaduais.
Na leitura do relatório processual, Marco Aurélio de Mello descreveu as argumentações contidas na contestação do papel do CNJ, levantadas pela associação de juízes:
- Alega que, da forma como é redigido o artigo dez da resolução, entende-se que o próprio CNJ começou a se considerar tribunal (…) Critica a inversão de poderes, pois um inciso prescreve que os tribunais devem esperar primeiro a resolução do CNJ e não desenvolver um procedimento interno. Alega que também seriam inconstitucionais os prazos dados pelo CNJ por não se adequar ao amplo direito de defesa. Alega, por fim, a inconstitucionalidade do artigo 21, que prevê a punibilidade de um magistrado sem o voto da maioria do colegiado.
AMB e OAB se pronunciam
O advogado da AMB, Alberto Pavie Ribeiro, disse, no início da sessão, que o motivo da ação da AMB foi a iniciativa do CNJ “de impor, por meio de uma resolução, uma norma com conteúdo diametralmente oposto ao que determina a Constituição.”
Ribeiro garantiu que a entidade não quer retornar à situação anterior à criação do CNJ, quando as corregedorias respondiam exclusivamente aos próprios tribunais, uma vez que a Constituição de 1988 extinguiu o Conselho Nacional da Magistratura.
Em seguida foi a vez do presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, usar a palavra. Ele ressaltou que o CNJ “foi para dentro dos tribunais investigar como funcionavam os trabalhos” e que a transparência dos números e processos judiciais só foi possível graças ao Conselho.
- O CNJ é bem visto quando apresenta projetos, mas é ruim quando investiga e pune desvios de conduta. Não se trata de prejudicar a autonomia. Trata-se de um modelo novo.
Cavalcante defendeu a Resolução 135, que, segundo ele, “vem somente uniformizar os procedimentos de investigação e julgamento”.
- Antes, cada tribunal estabelecia seus critérios. Por exemplo, a lei exige, para a punição de um magistrado, que a maioria do juizes fosse a favor. Mas o que acontecia em muitos tribunais é que um grupo queria que o magistrado julgado fosse punido com a aposentadoria compulsória; o outro, com censura. Por não haver uma maioria decidida por uma mesma punição, o magistrado era inocentado. Como explicar isso à sociedade?
Segundo o presidente da OAB, a resolução tem como objetivo disciplinar a investigação dos magistrados, considerando que a Justiça é única. E encerrou fazendo um apelo aos ministros do STF:
- Repousa sobre esta corte o dever de decidir que Justiça a sociedade merece.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

ESTÁ FORMADA A PRIMEIRA CHAPA PARA AS ELEIÇÕES DE SOLONÓPOLE

WEBSTON PINHEIRO E TERESA CRISTINA: esta é a primeira chapa a ser formada,em Solonópole, para as disputas eleitorais de 07 de outubro vindouro.
A decisão foi tomada na meio da noite de ontem, em uma reunião que contou, também, com a presença de Carlos Ivan, marido de Teresa Cristina e presidente do diretório municipal do partido democrático trabalhista-PDT-que abriga a atual vice prefeita do município de Solonópole.
Assim sendo está formada uma nova aliança, contando com o partido republicano do Brasil-PRB-, cujo representante na câmara municipal solonopolense é o vereador  Chagas do Pontal, e Partido Democrático Trabalhista, sem representação no poder legislativo municipal, mas contando em seus quadros com a presença da vice prefeita municipal, Teresa Cristina.
Tomando-se por base declaração do próprio presidente do PDT de Solonópole, Carlos Ivan, segundo a qual Teresa Cristina não mais seria candidata a vice de ninguém, é de se perguntar: e Webston, neste caso, figuraria como vice na chapa, ou  Teresa Cristina e Carlos Ivan e todo o PDT só apoiariam Webston? Se a resposta for positiva, abre-se então a grande possibilidade de a condição de vice na chapa encabeçada pelo bem sucedido empresário Webston Pinheiro ser dada ao petista Marx Carriére, o que já vinha sendo cantado em verso e prosa pelos experts da política local solonopolense.E os outros? Bem, os outros que se virem.
Por exemplo, o gazetão do ceará filtrou que o camarada Paulo Josino não abre mão de sua postulação ao cargo máximo do município de Solonópole e vai procurar os demais membros da oposição para a formação de um arco de aliança, que contará com D.Ilva do cartório e o seu PR, com o PSDB, de Carlos Frederico, com o PSD, de Valrinete e Leonardo e com o PSB, de Carlos Kleber. Nesse caso a chapa seria formada por Paulo Josino e D. Ilva Nogueira ou Paulo Josino na cabeça e Leonardo Pinheiro na condição de candidato a vice prefeito.Por uma questão de justiça é bom lembrar que Teresa Cristina, Webston Pinheiro e Carlos Ivan convidaram Paulo Josino e a ESTE FOI OFERECIDA A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE SOLONÓPOLE.   

MAIS UM ASSALTO PRATICADO NA CIDADE DE SOLONÓPOLE

No momento em que o prefeito Valterno Pinheiro estava a conversar com o comandante geral da policia militar do Ceará, cel. Werisleyk Ponte Mathias, mais um estabelecimento comercial era atacado na cidade de Solonópole, no sertão central sul do Estado do Ceará.
As 11h40min. a loja da Ótica Veneza, instalada no shopping São José, no centro da cidade, foi invadida por dois homens desconhecidos, que estavam armados com revólveres, calibre 38, com os quais anunciaram o assalto.
A funcionária rendida nem olhou os meliantes promoverem uma verdadeira limpeza no caixa da empresa, levando o dinheiro apurado até aquele momento e, também vários relógios da vitrine do referido estabelecimento comercial.
Depois de praticado o crime a dupla de bandidos empreendeu fuga, tomando rumo ignorado, tendo a polícia comparecido ao local da ocorrência, realizado as diligências de praxe, sem, contudo, conseguir localizar e prender os assaltantes.
No encontro que teve com o comandante geral da PM o prefeito Valterno Pinheiro recebeu deste a garantia de que o efetivo policial militar de Solonópole terá significativo aumento, numa tentativa de devolver a tranquilidade perdida à população daquele município, cujo povo está apavorado com a onda de assaltos que ora se abate sobre aquela cidade.

Invasão de campo causa mais de 70 mortes no Egito

Uma tragédia abalou o futebol egípcio nesta quarta-feira (1º). Após vitória de virada por 3 a 1 sobre o Al Ahly, a torcida do Al Masry invadiu o gramado e agrediu os jogadores adversários. Segundo fontes de quatro hospitais da cidade de Port Said, o número de mortos já alcançou a marca de 73.
Mais cedo, o secretário-geral do Ministério da Saúde egípcio, Hisham Shiha, havia dito que pelo menos 25 pessoas acabaram mortas e outras centenas foram feridas. Segundo pessoas nos hospitais, a maioria das mortes aconteceu por esfaqueamento e a maioria dos mortos era composta por seguranças.
“Todos os jogadores foram brutalmente agredidos. Ficamos presos no vestiário, e o nosso técnico não está conosco agora”, disse o lateral-direito do Al Ahly, Ahmed Fathi em entrevista por telefone ao portal local Ahram Online.
Os feridos estão sendo ainda encaminhados aos hospitais da cidade de Port Said. Um brasileiro estava na partida. Fábio Júnior, revelado pelo Campinense e com passagens Inter, Flamengo e Vasco, abriu o placar para o Al Ahly.
Fontes no Egito dizem que vários jogos de futebol no país têm descambado para a violência após a revolução no país, no ano passado. “Neste vácuo de segurança que surgiu após a revolução, as forças policiais basicamente sumiram das ruas”, disse Rawya Rageh, repórter da Al Jazeera.
Torcedores do Al-Masry e do Al-Ahly têm um histórico de confusão entre si e, nos últimos anos, acabaram causando brigas. Astro do Al-Ahly e da seleção egípcia Mohamed Aboutrika atacou os acontecimentos. “Isso não é futebol. Isso é uma guerra, e as pessoas estão morrendo na nossa frente. Não houve nenhum movimento para impedir isso, nenhuma segurança e nenhuma ambulância. É uma situação horrível e este dia nunca poderá ser esquecido”, disse.
Após a tragédia, a Federação de Futebol do Egito suspendeu o campeonato nacional do país por prazo indeterminado. Ao mesmo tempo do duelo entre Al Masry e Al Asly, Zamalek e Ismaily SC jogavam no Cairo, e a partida foi suspensa no intervalo por causa dos problemas em Port Said.
(ESPN)

Programa oferece vagas de trabalho em 119 municípios do Ceará

Um em cada cinco municípios brasileiros já aderiu ao Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica (Provab). Até o momento, 1.327 municípios já fizeram a adesão ao programa, com oferta de 3,7 mil vagas  para médicos (2 mil), enfermeiros (1 mil) e cirurgiões dentistas (700).
No Ceará, são 119 municípios que oferecem emprego para profissionais de saúde. A vagas são para as pessoas que estejam interessadas em atuar nas equipes de saúde da família e outras estratégias atenção básica. Os municípios interessados têm até dia 7 de fevereiro para fazer sua adesão e os profissionais de saúde até o dia 12, segundo edital publicado nesta terça-feira (31) no Diário Oficial da União prorrogando o prazo.
Além do benefício de contar com profissional por 40 horas semanais, os municípios também receberão o incentivo para a implantação e manutenção do Telessaúde, que permitirá às instituições de ensino superior vinculadas ao Provab dar suporte às atuações dos profissionais. Os municípios serão responsáveis pela contratação e remuneração dos profissionais, bem como pelo custeio de moradias quando houver necessidade.
 “O Provab é mais um dos programas do Ministério da Saúde que visa reduzir as desigualdades regionais existentes em nosso país no que diz respeito ao acesso à saúde. Além disso, o programa oferece aos profissionais participantes a oportunidade de conhecer diferentes realidades e de exercer a profissão onde a população mais necessita, fortalecendo a dimensão da relevância social de sua atuação”, analisa o ministro Alexandre Padilha.
Duas fases
O processo seletivo está dividido em duas fases: a fase de habilitação e a fase de seleção. A fase de habilitação vai até dia 12 de fevereiro, e as inscrições devem ser efetuadas pela internet, por meio deste link. Poderão se inscrever médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas que tenham concluído a graduação, e possuam registro profissional junto ao respectivo conselho de classe à época do início das atividades profissionais. Os candidatos deverão indicar, em ordem de preferência, seis localidades em que preferem atuar.
(Ascom/Ministério da Saúde – MS)

Negromonte comunica demissão a aliados do PP

O ministro das Cidades, Mário Negromonte, comunicou nesta quarta-feira (1º) ao seu grupo político no PP que pedirá demissão do cargo amanhã.
A carta de demissão, segundo Negromonte, será entregue à presidente Dilma Rousseff em uma audiência no Palácio do Planalto. A parlamentares, ele reconheceu não ter mais condições “políticas e pessoais” de ficar no ministério.
A decisão de sair do governo foi informada, por exemplo, numa conversa hoje com os deputados Roberto Brito (PP-BA), Waldir Maranhão (PP-MA) e Vilson Covatti (PP-RS). “Ele está determinado e disposto a fazer isso amanhã. Disse que tomou a decisão por questão de foro íntimo”, disse Covatti.
A situação de Negromonte agravou-se na semana passada após a Folha revelar a participação dele e do secretário-executivo, Roberto Muniz, em reuniões privadas com um empresário e um lobista interessados num projeto do ministério.
O episódio culminou com a demissão do chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto. Muniz também deve sair.
O líder do partido na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB), é o favorito para assumir o cargo.
Suspeitas
Ainda no ano passado, a pasta de Negromonte virou alvo de suspeitas de irregularidades no processo de mudança do modal de transporte de Cuiabá, uma das sedes da Copa de 2014.
Em Mato Grosso, houve substituição de um parecer técnico favorável ao BRT (ônibus em corredores exclusivos) por outro defendendo o veículo leve sobre trilhos, o que encareceu o projeto, conforme revelou o jornal “O Estado de S. Paulo”.
A mudança teria a participação do então chefe de gabinete de Negromonte, Cássio Peixoto, demitido no último dia 25.
Na época, Negromonte negou as irregularidades no projeto e prometeu instaurar sindicância para apurar se houve alguma ilegalidade.
Pressionado, chorou em evento na Bahia, sua base política, e admitiu que poderia deixar o cargo sua permanência causasse desconforto à presidente Dilma Rousseff.
(Folha)

Invasão de campo causa mais de 70 mortes no Egito

Uma tragédia abalou o futebol egípcio nesta quarta-feira (1º). Após vitória de virada por 3 a 1 sobre o Al Ahly, a torcida do Al Masry invadiu o gramado e agrediu os jogadores adversários. Segundo fontes de quatro hospitais da cidade de Port Said, o número de mortos já alcançou a marca de 73.
Mais cedo, o secretário-geral do Ministério da Saúde egípcio, Hisham Shiha, havia dito que pelo menos 25 pessoas acabaram mortas e outras centenas foram feridas. Segundo pessoas nos hospitais, a maioria das mortes aconteceu por esfaqueamento e a maioria dos mortos era composta por seguranças.
“Todos os jogadores foram brutalmente agredidos. Ficamos presos no vestiário, e o nosso técnico não está conosco agora”, disse o lateral-direito do Al Ahly, Ahmed Fathi em entrevista por telefone ao portal local Ahram Online.
Os feridos estão sendo ainda encaminhados aos hospitais da cidade de Port Said. Um brasileiro estava na partida. Fábio Júnior, revelado pelo Campinense e com passagens Inter, Flamengo e Vasco, abriu o placar para o Al Ahly.
Fontes no Egito dizem que vários jogos de futebol no país têm descambado para a violência após a revolução no país, no ano passado. “Neste vácuo de segurança que surgiu após a revolução, as forças policiais basicamente sumiram das ruas”, disse Rawya Rageh, repórter da Al Jazeera.
Torcedores do Al-Masry e do Al-Ahly têm um histórico de confusão entre si e, nos últimos anos, acabaram causando brigas. Astro do Al-Ahly e da seleção egípcia Mohamed Aboutrika atacou os acontecimentos. “Isso não é futebol. Isso é uma guerra, e as pessoas estão morrendo na nossa frente. Não houve nenhum movimento para impedir isso, nenhuma segurança e nenhuma ambulância. É uma situação horrível e este dia nunca poderá ser esquecido”, disse.
Após a tragédia, a Federação de Futebol do Egito suspendeu o campeonato nacional do país por prazo indeterminado. Ao mesmo tempo do duelo entre Al Masry e Al Asly, Zamalek e Ismaily SC jogavam no Cairo, e a partida foi suspensa no intervalo por causa dos problemas em Port Said.
(ESPN)